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As duas irmãs do Atlântico: escravidão e espaço urbano no Rio de Janeiro e em Havana (1790-1850)

Processo: 08/57258-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:Rafael de Bivar Marquese
Beneficiário:Ynae Lopes dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Rio de Janeiro   Escravidão   Século XIX   Espaço urbano

Resumo

O objetivo desta pesquisa é analisar como Estados diferentes os impérios português, brasileiro e espanhol regularam realidades materiais e sociais semelhantes decorrentes do uso de escravos no espaço urbano. Para tanto, serão examinadas as ações estatais que visavam controlar quatro práticas usualmente consideradas como características da escravidão urbana: a atividade do ganho; a possibilidade do escravo morar sobre si; o maior índice de delitos cometidos pelos cativos; a formação de Irmandades e Cabildos. As cidades analisadas serão o Rio de Janeiro e Havana, entre os anos de 1790 e 1850. Embora Rio de Janeiro e Havana já conhecessem à prática da escravidão em larga escala antes do século XIX, durante o período proposto para análise as duas cidades compartilharam uma série de características comuns, como o fato de terem sido os o título de maiores centros urbanos escravistas do mundo atlântico de então e os principais escoadouros de zonas agrícolas nevrálgicas da economia-mundo industrial (o cinturão açucareiro da região ocidental de Cuba e o Vale do Paraíba cafeeiro), bem como de terem tido grande relevância como centros de poder nas respectivas ordens políticas em que se inscreviam. Tais semelhanças foram resultado de uma política semelhante adotada pelas classes senhoriais brasileiras e cubanas, que assegurou a manutenção da escravidão e do tráfico transatlântico para o Brasil e Cuba após o advento da Revolução do Haiti (1790) e do re-enquadramento das relações político-econômicas no contexto Atlântico, situação que sofreu inflexão de relevo em 1850, quando a pressão antiescravista britânica logrou encerrar o tráfico transatlântico de escravos para o Brasil O corpus documental da pesquisa será composto pela documentação produzida pelos órgãos estatais das duas cidades que visavam o regulamento da escravidão urbana; pelos relatos deixados por viajantes e diplomatas estrangeiros que estiveram no Rio de Janeiro e em Havana no período em questão; e por uma amostragem dos anúncios e notícias veiculados em periódicos coevos que versavam sobre a problemática da escravidão urbana nas duas cidades. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
SANTOS, Ynae Lopes dos. Irmãs do Atlântico. Escravidão e espaço urbano no Rio de Janeiro e Havana (1763-1844). 2012. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas São Paulo.

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