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História e memória na contramão da expansão canavieira: a experiência de resistência dos sitiantes do extremo noroeste paulista

Processo: 08/57794-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 31 de agosto de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Sociologia Rural
Pesquisador responsável:Maria Aparecida de Moraes Silva
Beneficiário:Beatriz Medeiros de Melo
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Agricultura familiar   Agronegócio   Imigrantes   Memória coletiva   Desenvolvimento agrícola

Resumo

O processo em curso de expansão do agronegócio da cana-de-açúcar tem sido razão da incorporação de extensas áreas antes destinadas à pecuária e à diversidade de outras culturas agrícolas (como o feijão e o arroz). No estado de São Paulo, onde a expansão da cana ainda se mantém como a mais significativa, destacamos a região Oeste como a área mais recente da expansão deste produto. De outro modo, a perda de extensas áreas antes destinadas à pecuária na região tem refletido em uma expansão de propriedades pecuaristas em outras áreas do país, como o Maranhão e, como uma ação reflexa, um número considerável de expropriados (maranhenses e piauienses, estes em função do avanço da soja, sobretudo) tem se dirigido para o trabalho nos canaviais paulistas. Entretanto, temos notado que mesmo nas regiões onde a expansão do agronegócio tem se dado de forma extensiva (cana-de-açúcar em São Paulo, pecuária e soja no Norte, Centro-Oeste e Maranhão e Piauí), grupos de agricultores familiares têm resistido em manter sua pequena ou média propriedade à base da diversificação da produção e do trabalho familiar. Diante desse quadro, nos propomos a investigar o sentido destas expressões de resistência, as condições em que tais processos têm se dado, a eficácia destas ações, e, ainda, relacionar os valores e práticas destes pequenos agricultores ao conteúdo de cultura compartilhado por grupos étnicos. Desenrolar-se-á, nesse sentido, um esforço comparativo entre diferentes comunidades: grupos de descendentes de imigrantes na cidade de Jales-SP, localizada na região de expansão mais recente da cana; grupos de negros e mulatos na cidade de Timbiras-MA, região afetada, sobretudo, pela expansão da pecuária. Para tal empreendimento investigativo utilizar-nos-emos de métodos quantitativos (aplicação de questionários, recolha de dados do IBGE, IEA, CONTAG, CPT) e qualitativos (história oral, fotografias produzidas e coletadas, análise etnográfica, registros do Diário de Campo). (AU)