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Caracterização funcional do fator de início de tradução de eucariotos 5ª (eIF5A): análise da via secretória e da expressão gênica diferencial em nível traducional em Saccharomyces cerevisiae

Processo: 08/58690-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Cleslei Fernando Zanelli
Beneficiário:Danuza Rossi
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Proteômica   Biossíntese de proteínas   Via secretória   Expressão gênica diferencial   Fator de iniciação 5 em eucariotos   Saccharomyces cerevisiae

Resumo

O fator de início de tradução 5A (eIF5A) é altamente conservado de áqueas a mamíferos e sofre uma modificação pós-traducional única e essencial chamada hipusinação. Este fator já foi relacionado com inicio de tradução, transporte nucleocitoplasmático, decaimento de mRNA e proliferação celular. Embora o verdadeiro papel de eIFSA ainda não esteja esclarecido, resultados recentes do nosso laboratório colocam essa proteína novamente no cenário da síntese protéica e sugerem que o seu papel esteja mais relacionado com a etapa da elongação da tradução. Em Saccharomyces cerevisiae, o gene TIF51A codifica para eIF5A em condições aeróbicas e é essencial para a viabilidade celular. Embora eIFSA tenha sido considerado inicialmente um fator de inicio de tradução, a depleção deste fator em leveduras causa apenas 30% de redução na síntese protéica, sugerindo que eIF5A seja um fator envolvido na tradução de um subgrupo específico de mensageiros. Além disso, estudos relacionaram eIF5A com proliferação celular e transição G1/S do ciclo celular, sugerindo seu envolvimento com tradução específica de proteínas que atuam diretamente na progressão do ciclo celular. Adicionalmente, foi mostrado recentemente que TIF51A é sinteticamente letal com o gene YPT1, que codifica a proteína Ypt1, responsável pelo transporte vesicular de proteínas do RE ao Golgi. A descoberta da interação genética entre YPT1 e TIF51A sugere uma conexão entre tradução e via secretória, essencial para o processo de brotamento e progressão do ciclo celular em leveduras. Para confirmar a hipótese da participação de eIFSA na tradução de um subgrupo específico de mRNAs envolvidos na via secretória e proliferação celular, pretende-se avaliar o papel de eIF5A na translocação de proteínas no RE e na síntese diferencial de proteínas em mutantes de eIF5A por meio de perfil tradicional e análise proteômica. (AU)