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O fundamento antropologico da vontade geral em rosseau

Processo: 09/50597-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2009
Vigência (Término): 30 de abril de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Jose Oscar de Almeida Marques
Beneficiário:Marisa Alves Vento
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil

Resumo

Uma das idéias mais fecundas na teoria política de Jean Jacques Rousseau é a noção de vontade geral. A tradição liberal a percebe como uma imposição externa ao indivíduo que deve sacrificar sua vontade individual em favor da vontade coletiva, leituras republicanas apostam numa concepção intelectualista da vontade geral.A diversidade de interpretações e o antagonismo entre elas sinalizam a possibilidade de novas tentativas de elucidação do conceito. No Manuscrito de Genebra, vê-se que Rousseau retoma a definição de vontade geral em Diderot, parecendo concordar com ele a princípio sobre ser a vontade geral "um ato de puro entendimento que raciocina no silencio das paixões (...)". Contudo, no período seguinte da referida passagem Rousseau interroga se é possível impor aos homens deveres nos quais eles não vêem nenhuma ligação com a sua natureza. A interrogação que Rousseau faz a Diderot é também muito próxima daquela que ainda hoje é feita por muitos de seus leitores a ele mesmo, ou seja, como conciliar a vontade particular à vontade geral alcançando o "acordo admirável entre o interesse e a justiça"? Rousseau apela, na refutação à definição de Diderot, para o "primeiro preceito da natureza" - o amor de si, o que indica que deve haver uma relação necessária entre este sentimento e a vontade geral. O problema levantado no Manuscrito de Genebra e que se repete em outras partes do Contrato Social, é que além do bem-estar do Todo a vontade geral tende também ao bem-estar de cada um, isto é, o interesse comum deve ser idêntico em seu conteúdo com o interesse individual. Considerar, por um lado, o amor de si como fundamento antropológico da vontade geral, e por outro, o interesse particular não-exclusivista que só amor de si origina, abre uma via para mostrar que longe de ser transcendente a vontade geral está enraizada na identidade mesma do indivíduo. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
VENTO, Marisa Alves. O fundamento antropológico da vontade geral em Rousseau. 2013. Tese de Doutorado - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.

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