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Mentes graníticas e mentes areníticas fronteira geo-cognitiva nas gravuras rupestres dò baixo Rio Negro, Amazônia setentrional

Processo: 09/51068-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2009
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Pré-histórica
Pesquisador responsável:Eduardo Góes Neves
Beneficiário:Raoni Bernardo Maranhão Valle
Instituição-sede: Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Documentação fotográfica   Amazônia Ocidental

Resumo

A pesquisa em curso trata de um levantamento sistemático e de uma análise gráfica, em caráter preliminar, dos sítios de gravuras rupestres, também denominados petroglifos, ao longo do baixo e médio curso da bacia do rio Negro, NW da Amazônia brasileira. O Negro e seus tributários constituem potenciais áreas ricas em sítios de petroglifos ainda desconhecidos da pesquisa arqueológica amazônica, mas recorrentemente citados em fontes diversas. Neste estudo a área enfocada é a confluência do rio Negro com um de seus principais afluentes, o rio Branco vindo de Roraima com nascentes na Guiana e Venezuela. A escolha da confluência Negro/Branco se deveu a sua situação de entroncamento chave na hidrografia regional e à existência de uma fronteira geológica, bem marcada na área, entre o Complexo Jauaperi de granitos e gnaisses inseridos no Escudo das Guianas e os arenitos da Formação Prosperança geocronologicamente desligada da Bacia Sedimentar do Amazonas, mas espacialmente relacionada. Esses seriam fatores hipoteticamente influentes na ocorrência de variabilidade gráfico-rupestre. Por serem sítios em beira de rio, inundáveis, desprovidos de refugo arqueológico, as gravuras se encontram analiticamente isoladas, sem contexto e sem datações. Neste sentido, esta pesquisa também objetiva a escavação pontual do único sítio abrigado com gravuras e deposição sedimentar conhecido até o momento na bacia do rio Negro. Este abrigo granítico chama-se Arara Vermelha e está inserido na bacia do rio Jauaperi, tributário do Negro e paralelo ao Branco, no SE de Roraima. Objetiva-se, assim, levantar dados contextuais e datações absolutas para a ocupação do abrigo que possam ser associadas ao fenômeno gráfico-rupestre na região. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
VALLE, Raoni Bernardo Maranhão. Mentes graníticas e mentes areníticas: fronteira geo-cognitiva nas gravuras rupestres do baixo Rio Negro, Amazônia Setentrional. 2012. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Museu de Arqueologia e Etnologia São Paulo.

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