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Influência do tratamento da disfunção temporomandibular na frequência e intensidade das crises de migrânea: estudo duplo-cego, randomizado, placebo controlado

Processo: 06/00981-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2008
Vigência (Término): 31 de maio de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Cinara Maria Camparis
Beneficiário:Daniela Aparecida de Godoi Gonçalves
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Disfunção temporomandibular   Fatores desencadeantes

Resumo

Disfunção temporomandibular (DTM), segundo a American Academy of Orofacial Pain, é um termo coletivo que abrange vários problemas clínicos que envolvem a musculatura da mastigação, a articulação temporomandibular (ATM) e estruturas associadas ou ambas. Os sinais e sintomas podem incluir dor nas estruturas envolvidas, limitação ou desvio no movimento mandibular e sons articulares durante a função mandibular. Os estudos epidemiológicos sobre a prevalência de DTM apresentam resultados bastante variados, mas em geral a literatura vem apresentando taxas de prevalência que variam entre 21,5% a 51,8%, apontando na maioria das vezes, mulheres mais afetadas que os homens. A cefaleia é um sintoma que frequentemente aparece associado à DTM e a literatura internacional disponível apresenta pesquisas corroborando esses achados. Segundo Okeson alguns estudos mostram cefaleias recorrentes em 70% a 85% de pacientes com DTM. De acordo com a 2ª. Edição da Classificação Internacional de Cefaleias a migrânea é um tipo de cefaleia primária (não apresenta lesões estruturais claras e definidas), comum, incapacitante e recorrente manifestando-se em crises que duram de 4 a 72 horas. As características típicas são a localização unilateral de dor pulsátil, intensidade moderada ou forte, exacerbada por atividade física rotineira e associada com náusea e/ou fotofobia e fonofobia. Pode ser dividida em dois subtipos principais, a Migrânea Sem Aura (MSA) e a Migrânea Com Aura (MCA). Estudos epidemiológicos têm documentado elevada prevalência da migrânea. A migrânea pode ser agravada ou desencadeada por vários fatores. Assim, em uma pessoa que preencha os critérios para migrânea, determinados fatores agravantes como o estresse psicossocial, consumo frequente de bebidas alcoólicas e outros fatores ambientais, podem estar associados com um aumento na intensidade ou frequência de crises. Os fatores desencadeantes são condições que podem aumentar a probabilidade de ocorrência de uma crise de migrânea em indivíduos migranosos, como a menstruação e o aspartame. Nossa hipótese é que a DTM possa atuar como um fator desencadeante já que a fisiopatologia de ambos está intimamente ligada ao núcleo caudado do nervo trigêmeo. Um esclarecimento do papel do sistema musculoesquelético na fisiopatologia das cefaleias ainda não está disponível. Portanto, é importante buscar compreender essa inter-relação à disfunção do sistema mastigatório para determinar sua relação com a DTM. Nesse fato apoia-se a relevância do estudo aqui proposto que pretende investigar a hipótese de que a DTM possa ser mais um fator desencadeante para crises de migrânea em indivíduos migranosos. Sendo assim, os objetivos desse estudo são determinar a prevalência de migrânea entre os indivíduos que procuram tratamento para DTM; investigar a influência do tratamento para DTM na frequência e intensidade das crises de migrânea e avaliar a qualidade de vida dos indivíduos antes e após a abordagem terapêutica, relacionando-a com os resultados da mesma. A amostra será formada por mulheres com 18 a 65 anos de idade portadoras de MSA e DTM. O tamanho da amostra será determinado após estudo piloto a ser executado. Os critérios de inclusão e de exclusão são os recomendados no Guideline elaborado pelo Subcomitê de Investigações Clínicas da Sociedade Internacional de Cefaleias. O estudo será feito em três fases distintas sendo que a 1ª. Fase terá duração de um mês e a 2ª. e 3ª. Fases, três meses cada uma. O estudo será duplo-cego e placebo controlado. Ao final dos sete meses de duração do experimento, todos os participantes da amostra aleatoriamente selecionada e alocada em um dos três grupos (tratamento DTM, tratamento MSA e placebo), terão recebido o tratamento adequado tanto para DTM como para MSA. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
GONCALVES, DANIELA A. G.; CAMPARIS, CINARA M.; SPECIALI, JOSE G.; CASTANHARO, SABRINA M.; UJIKAWA, LILIANA T.; LIPTON, RICHARD B.; BIGAL, MARCELO E. Treatment of Comorbid Migraine and Temporomandibular Disorders: A Factorial, Double-Blind, Randomized, Placebo-Controlled Study. JOURNAL OF OROFACIAL PAIN, v. 27, n. 4, p. 325-335, FAL 2013. Citações Web of Science: 20.
GONCALVES, DANIELA A. G.; CAMPARIS, CINARA M.; SPECIALI, JOSE G.; FRANCO, ANA L.; CASTANHARO, SABRINA M.; BIGAL, MARCELO E. Temporomandibular Disorders Are Differentially Associated With Headache Diagnoses A Controlled Study. CLINICAL JOURNAL OF PAIN, v. 27, n. 7, p. 611-615, SEP 2011. Citações Web of Science: 72.
Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
GONÇALVES, Daniela Aparecida de Godoi. Estudos sobre a relação entre disfunção temporomandibular e cefaléia primária: avaliações populacional e clínica. 2009. 162 f. Tese de Doutorado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Odontologia (Campus de Araraquara). Araraquara.

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