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Comparação de parâmetros de estresse oxidativo entre ratos expostos a metilmercúrio em meio aquoso e a peixes contaminados com o metal

Processo: 07/05221-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2008
Vigência (Término): 30 de abril de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Pesquisador responsável:Fernando Barbosa Júnior
Beneficiário:Denise Grotto
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Estresse oxidativo   Óxido nítrico   Intoxicação por mercúrio

Resumo

O mercúrio (Hg) é um dos contaminantes ambientais mais conhecidos, o qual induz severas alterações principalmente nos sistemas nervoso e cardiovascular. As principais formas de exposição do homem ao Hg ocorrem por inalação como vapor metálico Hg(0) e por meio da dieta, principalmente na forma orgânica como metilmercúrio (MeHg). A exposição ao vapor de Hg0 está frequentemente relacionada à toxicologia ocupacional, enquanto que a exposição do homem ao MeHg ocorre pela ingestão, principalmente de peixes com altas concentrações deste metal. No Brasil, especialmente na Região Amazônica, o comportamento do MeHg e sua toxicidade vêm sendo discutidos por vários pesquisadores, na tentativa de se determinar o risco real que este elemento apresenta as populações ribeirinhas amazônicas. Apesar dos inúmeros efeitos adversos já conhecidos da exposição ao MeHg, muitos estudos epidemiológicos realizados com populações expostas a este metal na dieta têm mostrado resultados conflitantes. Isto provavelmente se deve a fatores nutricionais associados à alimentação da população exposta ou pela forma no qual o MeHg se encontra na fonte de exposição, que podem modificar sua absorção, alterando os efeitos tóxicos. Diante destas controvérsias, o presente estudo pretende inicialmente avaliar os efeitos em ratos (estresse oxidativo e biodisponibilidade do NO) da exposição crônica à ração contendo peixe contaminado com MeHg em diferentes concentrações. Em seguida, avaliaremos se a alteração do estresse oxidativo e biodisponibilidade de NO estaria relacionada à co-exposição de selênio e ômega-3 que são também encontrados em grandes quantidades nos peixes.Com a conclusão destes estudos, pretendemos contribuir para melhor elucidação dos reais efeitos tóxicos do MeHg ingerido por meio de peixes contaminados. Isto será de suma importância para populações que têm no peixe sua principal fonte de proteínas. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Teses em destaque 

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
GROTTO, DENISE; VALENTINI, JULIANA; SERPELONI, JULIANA MARA; PONTE MONTEIRO, PATRICIA ALVES; LATORRACA, ELDER FRANCISCO; DE OLIVEIRA, RICARDO SANTOS; GREGGI ANTUNES, LUSANIA MARIA; GARCIA, SOLANGE CRISTINA; BARBOSA, JR., FERNANDO. Evaluation of toxic effects of a diet containing fish contaminated with methylmercury in rats mimicking the exposure in the Amazon riverside population. Environmental Research, v. 111, n. 8, p. 1074-1082, NOV 2011. Citações Web of Science: 17.
Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
GROTTO, Denise. Comparação de parâmetros de estresse oxidativo entre ratos expostos a metilmercúrio em meio aquoso e a peixes contaminados com o metal. 2011. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto Ribeirão Preto.

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