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A relação dos fatores maternos com a resposta de dor aguda do prematuro durante o teste do pezinho na condição de contato materno pele a pele

Processo: 07/05051-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2008
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Enfermagem - Enfermagem Pediátrica
Pesquisador responsável:Carmen Gracinda Silvan Scochi
Beneficiário:Thaíla Corrêa Castral
Instituição-sede: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Enfermagem neonatal   Neonatologia   Recém-nascido prematuro   Dor

Resumo

Considerando o comportamento materno como um componente importante na modulação da reatividade à dor do bebê, tem-se como objetivo geral investigar a relação entre a reatividade da mãe e do prematuro durante a coleta do Teste do Pezinho, modificando ou não o efeito analgésico do contato pele a pele diante da presença da ansiedade materna. Os objetivos específicos são analisar e comparar as respostas biocomportamentais e a modulação neurofisiológica de prematuros durante a coleta do Teste do Pezinho, na condição de contato pele a pele com mães ansiosas ou não; descrever e comparar as estratégias de conforto utilizadas pelas mães ansiosas com aquelas sem ansiedade diante da dor aguda do filho, na condição de contato materno pele a pele durante a coleta do Teste do Pezinho; e analisar se o estado de ansiedade materna altera a reatividade do binômio mãe e bebê prematuro, modificando ou não o efeito analgésico do contato materno pele a pele. Trata-se de um estudo experimental não controlado, a ser realizado na unidade neonatal de um hospital universitário de Ribeirão Preto-SP. A amostra será constituída por 150 binômios mãe e filho prematuro, que será submetido ao contato materno pele a pele para o alívio da dor 15 minutos antes, durante e após o Teste do Pezinho, comparando-se a reatividade de ambos segundo a ansiedade da mãe. Serão dimensionadas as variáveis neonatais (mímica facial, estado sono e vigília, choro, freqüência cardíaca, cortisol salivar e comportamentos de regulação) e maternas (cortisol salivar, ações de conforto e ansiedade). A ansiedade materna será mensurada por meio da sub-escala traço do Inventário de Ansiedade Traço-Estado e da Escala Analógica de Humor, preenchidas pelas mães, antes do início da coleta do Teste do Pezinho, sendo esta última escala preenchida logo após o seu término e ao final da recuperação. Os dados do bebê (mímica facial, estado sono e vigília, choro, freqüência cardíaca e comportamentos de regulação) e da mãe (ações de conforto) serão coletados em 06 períodos: basal (10 minutos), antissepsia (20 segundos), punção (20 segundos), ordenha (o suficiente para coleta do sangue), compressão (20 segundos) e recuperação (20 minutos). A freqüência cardíaca será mensurada por um monitor cardíaco a cada minuto, nos seis períodos. Os comportamentos da mãe e do bebê serão filmados com uma câmera focada na face do bebê e outra no binômio. A mímica facial de dor será avaliada pelo Sistema de Codificação Facial Neonatal, a cada 20 segundos durante a coleta, bem como o estado de sono e vigília e a presença de choro por mais de 5 segundos, considerados como indicadores de estresse. Para codificação dos comportamentos de regulação do bebê durante o procedimento doloroso será utilizado o sub-item de regulação da Assessment of Preterm Infant Behavior. As ações de conforto realizadas pela mãe diante da dor aguda do filho serão codificadas quanto a presença ou ausência de 8 tipos de comportamentos (afeição, toque, balanço, vocalização, distração, olhar nos olhos e estímulo sucção não-nutritiva), em intervalos de 5 segundos durante o procedimento. O cortisol salivar materno e neonatal serão coletados antes do início do procedimento e 20 minutos após o seu término (final da recuperação). As análises dos comportamentos neonatais e maternos filmados serão realizadas por duas pessoas treinadas e alheias aos objetivos do estudo, após teste de confiabilidade inter-observadores. Será feita a dupla digitação e aferição do banco de dados, sendo então realizada uma exploração das relações entre as variáveis neonatais e maternas pela correlação canônica, utilizando-se um α=0,20. A seguir, serão empregados modelos de regressão multivariada para uma análise mais pormenorizada das associações obtidas na análise anterior (α=0,05). O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da instituição. Será firmado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido com as mães e/ou responsáveis antes da coleta dos dados. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
CASTRAL, Thaíla Corrêa. A relação entre fatores maternos e a resposta à dor e ao estresse do prematuro em posição canguru. 2011. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto Ribeirão Preto.

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