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Correlatos funcionais pós-terapia do uso forçado na reabilitação do paciente hemiparético crônico pós-acidente vascular cerebral

Processo: 07/05710-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2008
Vigência (Término): 31 de julho de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:João Eduardo de Araujo
Beneficiário:Amanda Cunha Fuzaro
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Paresia

Resumo

As seqüelas após o AVC estão relacionadas diretamente com a localização e tamanho da área cerebral atingida, levando à alterações motoras, alterações sensoriais, perceptivas, cognitivas e de linguagem, que podem proporcionar vários impactos à função individual, gerando incapacidades e afetando em potencial a reabilitação. Após um tempo de reabilitação convencional, 50% a 60% dos indivíduos pós-AVC apresentam declínio em sua função motora e aproximadamente 50% ficam pelo menos dependentes em algumas das suas AVDs. Outra característica marcante nesta patologia é a presença de paresia no membro inferior (MI). A maioria dos indivíduos acometidos por AVC poderá apresentar algum grau residual de incapacidade, mas muitos vão recuperar a habilidade de andar, resultando apenas em uma marcha com queda na resistência e déficit no balanço. Diversos métodos têm sido utilizados para a reabilitação motora do membro superior, inferior e tronco. Estudos clínicos sugerem que o aprendizado motor do hemicorpo parético pode ser maximizado pela atividade repetitiva, melhorando a performance funcional. Desta maneira, mais recentemente, têm sido propostos métodos que objetivam melhorar a função e resgatar o uso do membro afetado, revertendo o desuso aprendido. Um representante é a Terapia de Uso Forçado (FUT), uma técnica que consiste na imobilização do braço menos afetado, para forçar o uso do parético em indivíduos com lesão no SNC. Desta maneira, por existir uma importante lacuna na reabilitação do MI com a técnica FUT, este trabalho se propõe a avançar com o conhecimento relativo à reabilitação do membro inferior (MI) parético. Participarão deste estudo 20 indivíduos de ambos os sexos, que sofreram um único AVC, não importando sua etiologia (isquêmico ou hemorrágico) e que apresentem hemiparesia (direita ou esquerda) como seqüela motora. Os critérios de admissão no estudo incluirão: boa cognição, ausência de bloqueios articulares [preservação de amplitude de movimento (ADM) adequada], capacidade de deambulação sem auxílio, ADM no MS com no mínimo 20 de extensão ativa de punho e 10 na articulação metacarpofalangeana. Os critérios de exclusão incluirão: arritmias cardíacas, hipertensão arterial descontrolada, problemas cardiovasculares e respiratórios graves. O uso de medicamentos próprios ao tratamento do AVC e anti-hipertensivos serão aceitos. A imobilização do MS não parético será feita através de uma malha tubular, com o MS posicionado em adução e rotação interna de ombro e flexão de cotovelo maior que 90o por um período de 24 horas, durante cinco dias por semana, por um período total de um mês. Diariamente, a malha será retirada pelos examinadores, será feita higienização, mobilização e alongamento muscular do MS em constrição e do MS parético. Posteriormente a este procedimento, será realizada a nova imobilização utilizando-se uma nova malha tubular. Na admissão dos sujeitos serão utilizadas três escalas: National Institute of Health Stroke Scale, Stroke Impact Scale e Barthel Index. Para avaliar o MI serão utilizadas a Berg Balance Scale, a Rivermead Mobility Index e a Fugl-Meyer Motor Assessment. A análise da marcha será realizada pelo teste dos 10 metros e pelo Timed Up & Go Test. A análise estatística será realizada através do teste em t de Student para a comparação dos dados pré e pós-terapia. Os dados obtidos de múltiplas avaliações (10 em 10 dias) serão avaliados através de uma análise de variância de uma via (ANOVA), caso seja evidenciada diferenças entre as semanas será utilizado o teste post-hoc de Dunnet.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FUZARO, AMANDA C.; GUERREIRO, CARLOS T.; GALETTI, FERNANDA C.; JUCA, RENATA B. V. M.; DE ARAUJO, JOAO E. Modified constraint-induced movement therapy and modified forced-use therapy for stroke patients are both effective to promote balance and gait improvements. BRAZILIAN JOURNAL OF PHYSICAL THERAPY, v. 16, n. 2, p. 157-165, MAR-APR 2012. Citações Web of Science: 13.

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