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Avaliação das crenças dos profissionais de Atenção Primária à Saúde sobre o uso e abuso de álcool e outras drogas

Processo: 07/07368-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2008
Vigência (Término): 30 de junho de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Maria Lucia Oliveira de Souza Formigoni
Beneficiário:Michaela Bitarello Do Amaral
Instituição-sede: Departamento de Psicobiologia. Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Atenção primária à saúde   Estigma

Resumo

Partindo do pressuposto de que a Atenção Primária à Saúde (APS) deveria ter seu foco na prevenção e promoção de saúde, este seria um dos principais espaços para se realizar trabalhos de prevenção primária e secundária na área de álcool e drogas. Porém, não é isso que se observa na prática, pois a grande maioria dos profissionais de saúde que atua naquele segmento não executa essas ações preventivas. Nossa hipótese é que este fato poderia estar relacionado às crenças dos profissionais de APS, ou seja, à forma como percebem o uso de álcool e outras drogas, que poderiam levá-los a apresentar posturas estigmatizantes em relação ao usuário. Na literatura atual há alguns trabalhos que investigaram as crenças dos usuários de álcool e drogas, em especial dos dependentes daquelas drogas. Há também alguns trabalhos analisam os pontos de vista dos profissionais de saúde, mas em geral limitado aos profissionais especialistas na área. A maioria desses trabalhos foi realizada em países desenvolvidos. Pouco se sabe sobre a percepção do profissional de APS no Brasil no que tange o trabalho desse profissional na área de álcool e outras drogas, principalmente em relação às suas expectativas e crenças e à existência de estigma em relação aos usuários abusivos de substâncias psicoativas. O objetivo geral do presente projeto é investigar as crenças que profissionais de atenção primária à saúde têm sobre o uso e abuso de álcool e outras drogas, de que modo essas crenças interferem na conduta e na incorporação de ações preventivas em sua prática, procurando detectar a existência de discursos estigmatizantes em relação aos usuários dessas substâncias. Este trabalho possui uma metodologia mista de coleta e análise de dados. O objeto de estudo será avaliado por técnicas qualitativas e quantitativas. Serão aplicados questionários com perguntas fechadas e entrevistas em profundidade a profissionais de APS que atuam em equipes de unidades básicas de saúde das 5 regiões administrativas de saúde da cidade de São Paulo. A compreensão das questões mencionadas acima pode gerar conhecimento essencial para a elaboração de propostas de saúde viáveis e aplicáveis na prática, além de contribuir diretamente para a produção científica, gestão, assistência e formação do profissional de saúde.