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Efeito antitumoral e antinociceptivo da crotoxina e do CNF 021.03 sobre um novo modelo de dor de câncer ósseo induzido em ratos

Processo: 07/07547-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2008
Vigência (Término): 31 de outubro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Yara Cury
Beneficiário:Vanessa Pacciari Gutierrez
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Analgesia   Crotalus durissus terrificus   Neoplasias ósseas   Crotoxina

Resumo

As neoplasias, incluindo as neoplasias ósseas, interferem com a qualidade de vida dos pacientes, uma vez que provocam grande sofrimento e desconforto. Neste sentido, a dor é um sintoma comumente relatado, sendo muitas vezes severa e de difícil controle, acometendo cerca de 50% a 70% dos pacientes em todos os estágios da doença. A terapêutica usual para o controle da dor e regressão neoplásica óssea é ainda ineficaz.Neste sentido, é de extrema relevância o estudo dos mecanismos envolvidos na gênese desta patologia.e a pesquisa de novos fármacos capazes de interferir com a dor e a evolução do câncer ósseo, O nosso laboratório vem estudando uma nova substância analgésica com atividade opióide, o CNF 021.03, obtida a partir do veneno de serpentes Crotalus durissus terrificus. Em decorrência da potente ação analgésica deste peptídeo, da longa duração desta ação e da sua efetividade em modelos de dor persistente, estudos vêm sendo realizados visando o desenvolvimento desta substância como um novo fármaco. Estes estudos encontram-se na fase de ensaios pré-clínicos e incluem ensaios de farmacodinâmica, farmacocinética e toxicológicos. Contudo, os estudos sobre o efeito deste fator no câncer ósseo não foram ainda realizados. Ainda, foi evidenciado pelo nosso grupo, efeito antitumoral para a crotoxina, a principal toxina presente no veneno da serpente Crotalus durissus terrificus. A crotoxina é uma β-neurotoxina heterodimérica, formada pela associação não-covalente de duas diferentes subunidades: a crotapotina (CA) e a fosfolipase A2 (FLA2 - CB). Estes estudos evidenciaram que a crotoxina inibe o desenvolvimento do tumor na pata de ratos inoculados com células do carcinoma de Walker 256, além de inibir a dor decorrente da implantação destas células. O efeito antinociceptivo da toxina não é mediado pela ativação de receptores opióides e parece ser dependente, pelo menos em parte, da ação antitumoral. Apesar das evidências, não foi ainda investigado o possível efeito da crotoxina sobre o câncer ósseo.O presente projeto de pesquisa tem como objetivo padronizar um modelo de dor de câncer ósseo induzido em ratos por meio da inoculação de células do tumor de Walker 256 na cavidade medular do fêmur dos animais e avaliar o efeito de diferentes fármacos no controle da dor e evolução da neoplasia óssea.Os objetivos específicos deste projeto são: a) avaliar o desenvolvimento e progressão da neoplasia óssea, por meio de análises histopatológicas, radiológicas, tomográficas e cintilográficas; b) os efeitos nociceptivos causados pela injeção das células tumorais, determinando os fenômenos de hiperalgesia, alodinia e dor espontânea; c) o potencial de metastização do tumor, por meio de análise histopatológicas do pulmão dos animais injetados com as células tumorais;Ainda, baseados nas evidências de que o veneno de Crotalus durissus terrificus ou substâncias isoladas deste veneno interferem com a dor e o desenvolvimento neoplásico, avaliar o efeito analgésico e antineoplásico da sCrotalfina e crotoxina, analisando: 1) o efeito antitumoral da sCrotalfina e crotoxina por meio de monitoramento radiológico, tomográfico, cintilográfico, histopatológico; 2)o potencial anti-metastático destas substâncias, por meio de análises histopatológicas do pulmão dos animais portadores de tumor ósseo; 3) o possível efeito inibitório da sCratalfina e crotoxina sobre a hiperalgesia, alodinia e dor espontânea.