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Interface entre glicosilação aberrante de tumores e a resposta ao mal-enovelamento de proteínas: alvo para quimiossensibilização em melanomas?

Processo: 08/02164-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2008
Vigência (Término): 30 de junho de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Roger Chammas
Beneficiário:Luciana Maria Dorneles de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:98/14247-6 - Center for Research on Cell-Based Therapy, AP.CEPID
Assunto(s):Melanoma   Oncologia

Resumo

A resistência de células cancerosas aos quimioterápicos antineoplásicos conhecidos destaca-se como um grande problema no tratamento de melanoma, estando a cisplatina entre os mais utilizados no tratamento de melanoma. As glicoproteínas de células tumorais apresentam modificações estruturais em seus padrões de glicosilação, sendo muitas delas comuns e têm sido associadas com os processos de metástase, invasão e progressão tumoral. No retículo endoplasmático (ER), durante a síntese protéica, inicia-se a formação da N-glicosilação que na sua forma inicial permite o reconhecimento por moléculas envolvidas no controle de qualidade do enovelamento protéico. Um acúmulo de proteínas mal enoveladas no ER gera um estresse nesta organela podendo provocar um processo citoprotetivo denominado resposta a proteínas mal enoveladas (UPR), que quando ativado constantemente pode desencadear apoptose. Este trabalho pretende estudar a relação entre N-glicosilação aberrante e a resistência de tumores através da avaliação dos efeitos do bloqueio do controle de qualidade do enovelamento protéico no ER, associando-o com indução de estresse no ER e com o processo apoptótico. Sendo assim submeter-se-á células das linhagens melan-a, TM1 e TM5 a quatro tipos de tratamentos: combinatório de cisplatina e castanospermina(este bloqueia o reconhecimento pelo controle de qualidade), somente cisplatina, somente castanospermina e àqueles em que não haverá adição de quimioterápicos; e far-se-á uma comparação da expressão protéica e transcricional de moléculas envolvidas na N-glicosilação, no estresse do ER e em vias apoptóticas entre os diferentes tratamentos.