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Mecanismos envolvidos na ação anti-hiperalgésica do agonista opióide mu no tecido periférico

Processo: 08/02912-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2008
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Carlos Amilcar Parada
Beneficiário:Karla Elena Torres Chávez
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Analgesia   Dinoprostona   Hiperalgesia

Resumo

A ação medular da morfina pode ser explicada pela inibição da liberação de neurotransmissores das terminações nervosas pré-sinápticas de fibras do tipo C e pela redução da excitabilidade dos neurônios pós-sinápticos do corno dorsal. Estes eventos implicam na interrupção da passagem dos estímulos nociceptivos pelos neurônios secundários. Porém o mecanismo responsável pelo efeito analgésico dos opióides de nova geração, os quais agem preferencialmente no tecido periférico, ainda não está esclarecido. Estudos experimentais sugerem que a ação anti-hiperalgésica dos opióides no tecido periférico seria a de reverter à sensibilização dos neurônios aferentes primários, através da inibição da atividade da adenilciclase e ativação da via L-argenina-NO-GMPc, a qual induz a abertura dos canais de potássio ATP sensíveis e conseqüentemente a hiperpolarização do neurônio aferente primário. Porém tem sido demonstrado que os canais de potássio ATP sensíveis são expressos apenas em quantidades diminutas nas membranas citoplasmáticas de alguns poucos neurônios nociceptivos primários o que não justificaria a hiperpolarização das fibras nociceptivas periféricas. Sabe-se que a sensibilização dos neurônios sensoriais primários é essencial para a dor inflamatória e a inflamação aumenta a densidade dos receptores opióides nestas fibras. A maior parte dos estudos sobre os mecanismos periféricos da ação analgésica de opióides demonstra que estes não alteram o limiar nociceptivo, mas impedem a hiperalgesia inflamatória induzida por PGE2. Porém, não foi demonstrado se este aumento de receptores opióides no tecido periférico inflamado é essencial para a eficácia analgésica das drogas opióides. Dados preliminares obtidos em nosso laboratório demonstram que a PGE2 aumenta significativamente a expressão de receptores opióides mu. Também observamos que a morfina administrada no tecido periférico diminui a resposta nociceptivas induzida pela capsaicina, a qual estimula apenas as fibras C. Os objetivos deste trabalho são, portanto: (1) Verificar se administração periférica de agonista opióide mu inibe a estimulação das fibras C; (2) Verificar se a ação anti-hiperalgésica do agonista opióide mu depende da PGE2; (3) Verificar a contribuição dos canais de potássio K-ATP mitocondriais nestes processos.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
CHÁVEZ, Karla Elena Torres. Mecanismos envolvidos na ação anti-hiperalgésica do agonista opióide mu no tecido periférico. 2012. Tese de Doutorado - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Odontologia de Piracicaba.

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