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A inibição da acetilcolinesterase pela piridostigmina melhora a performance cardiocirculatória pós insuficiência coronária aguda?

Processo: 08/03677-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2008
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Helio Cesar Salgado
Beneficiário:Daniel Penteado Martins Dias
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Fisiologia cardiovascular   Acetilcolinesterase   Sistema nervoso autônomo

Resumo

A isquemia coronária aguda promove alterações cardiovasculares e centrais, afetando a modulação autonômica do miocárdio. Com o estabelecimento e progressão da isquemia coronária, a inervação autonômica do coração sofre modificações estruturais e funcionais, afetando o balanço simpato-vagal cardíaco induzindo hiperatividade simpática e atenuação da atividade parassimpática. Isso facilita o desenvolvimento de arritmias espontâneas.Embora a facilitação da atividade parassimpática, no sentido de se melhorar o balanço simpato-vagal, seja de difícil abordagem, esta pode ser induzida por meio da inibição da ação da acetilcolinesterase. Todavia, o efeito agudo do bloqueio da acetilcolinesterase, pela piridostigmina, ainda não foi estudado no infarto agudo do miocárdio (IAM), tanto em humanos como em animais de experimentação. Portanto, o presente projeto tem por objetivo avaliar a influência da administração aguda de piridostigmina, sobre as alterações cardiovasculares observadas em ratos descerebrados com IAM.Os ratos serão anestesiados (tribromoetanol 250 mg/kg i.p.) e submetidos a descerebração, seguida da ligadura da artéria coronária esquerda para indução do IAM. A seguir, os animais receberão por via endovenosa, uma dose única de brometo de piridostigmina (1,5 mg/kg) ou salina. Ratos controles serão submetidos à cirurgia fictícia para IAM e, também, receberão piridostigmina ou salina. Assim, estes animais serão divididos em 4 grupos: controle + salina; controle + piridostigmina; IAM + salina; IAM + piridostigmina. A partir destes grupos serão realizados 4 protocolos distintos, perfazendo um total de 16 grupos para se avaliar: 1) o tônus autonômico cardíaco, por meio da administração de metil-atropina e propranolol; 2) a variabilidade do intervalo de pulso e pressão arterial no domínio do tempo (cálculo da variância) e no domínio da freqüência (análise espectral por modelamento estatístico autorregressivo); 3) o controle barorreflexo da freqüência cardíaca por meio da regressão linear aplicada às alterações reflexas da freqüência cardíaca induzidas pelas variações da pressão arterial em resposta à fenilefrina e nitroprussiato de sódio, e sensibilidade espontânea do barorreflexo por meio do método da seqüência; 4) a atividade espontânea do nervo simpático renal e o controle barorreflexo desta atividade por meio da curva de pressão arterial média versus atividade neural; 5) análise hemodinâmica (pressão arterial média, freqüência cardíaca, volume sistólico, resistência periférica total e débito cardíaco), sendo que este último parâmetro hemodinâmico (débito cardíaco) será avaliado pela técnica de termodiluição (Cardiomax II); e 6) a função cardíaca por meio da mensuração da contratilidade (+dP/dtmax) e relaxamento (-dP/dtmin) do ventrículo esquerdo. Espera-se neste estudo que a administração aguda de piridostigmina no modelo de IAM no rato possa aumentar a modulação parassimpática sobre o coração e a sensibilidade do barorreflexo, favorecendo o restabelecimento do balanço autonômico no IAM e, conseqüentemente, induzindo uma melhora das condições cardiocirculatórias dos ratos.