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A discussão sobre a tragédia e a comédia em Platão e em Aristóteles, e o questionamento político dos gêneros poéticos (do trágico e do cômico) nos festivais dionisíacos atenienses.

Processo: 08/05153-1
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2009
Vigência (Término): 30 de junho de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Luiz Henrique Lopes dos Santos
Beneficiário:Cristina de Souza Agostini
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:05/58322-7 - A filosofia de Aristóteles, AP.TEM
Assunto(s):Educação   Poesia   Democracia   Aristóteles   Platão
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Aristóteles | Democracia | Educação | Platão | Poesia | História da Filosofia Antiga

Resumo

De um lado, a discussão que se dá n'A República sobre a imitação, com a conseqüente expulsão do poeta e do pintor da kalipólis, tem início no livro II quando a narrativa homérica acerca do comportamento dos deuses é chamada para o centro da argumentação sobre a justiça. A afirmação de que a divindade é essencialmente boa e de que é a bondade deídica que deve ser reproduzida pela poesia, coloca os poetas herdeiros da tradição de Homero para fora da cidade construída por Sócrates e por seus interlocutores. De outro lado, Aristóteles, em seus estudos sobre a imitação, deslocou a elaboração poética do campo ontológico para aquele da técnica, dispondo no centro do debate os elementos indispensáveis para o sucesso do poeta e de sua obra que, ao invés de ser vista como imitação vazia, é compreendida como uma arte que pode educar. Contudo, as tragédias e as comédias do séc. V e início do séc. IV a.C, encenadas durante o período da Guerra do Peloponeso, nas Grandes Dionisas, são devedoras, em grande medida, do contexto ao qual pertenciam, sendo por isso imperioso este estar no horizonte do estudo que se pretenda mais elucidativo sobre o assunto. De fato, os festivais dionisíacos eram grandes momentos destinados à propagação da unidade da pólis democrata, assim como demonstração diante dos aliados do poderio militar e econômico ateniense.Nesse sentido, a intenção da pesquisa é procurar entender os diferentes pressupostos e conclusões a que chegam Platão e Aristóteles sobre a poesia trágica e cômica, para então, por meio da análise da comédia aristofânica e da tragédia euripideana encontrar elementos que nos permitam enquadrá-las como gêneros de transgressão em relação ao regime democrático no qual eram interpretadas.

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
AGOSTINI, Cristina de Souza. Desgraça e felicidade como consequências de ações marginais. 2013. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/SBD) São Paulo.

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