Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo da expressão e função do IRS1 em mielodisplasias e leucemias agudas

Processo: 08/07397-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Sara Teresinha Olalla Saad
Beneficiário:João Agostinho Machado Neto
Instituição-sede: Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:05/51681-1 - Investigação funcional e caracterização do envolvimento de novos genes alvo e novas terapêuticas nas síndromes mielodisplásicas e em linhagens leucêmicas, AP.TEM
Assunto(s):Hematologia   Síndromes mielodisplásicas   Transdução de sinais

Resumo

Proliferação, diferenciação e apoptose de células hematopoéticas normais e leucêmicas são reguladas, dentre outros fatores, por estímulos extracelulares de citocinas e interações com o microambiente. A resposta a estes estímulos é transmitida da membrana celular ao núcleo através de vias de transmissão de sinalização celular, incluindo a via de JAK/STAT, RAS/Raf/MEK/ERK, e PI3K/AKT. A ocorrência da leucemia aguda resulta de uma combinação de mutações e alterações em funções protéicas que conferem a capacidade de proliferação, defeito na diferenciação e apoptose celular. Síndromes mielodisplásicas são desordens hematopoéticas resultantes de alterações na célula pluripotencial, caracterizadas por hematopoese ineficaz e alta taxa de evolução para leucemia mielóide aguda. A desregulação de múltiplas vias de sinalização celular, incluindo PI3K/AKT é descrita em leucemias agudas e mielodisplasia. Adicionalmente, células leucêmicas expressam uma variedade de receptores de fatores de crescimento e citocinas, como o receptor do Insulin-like growth factor (IGF-I). A via de sinalização do IGF-I inicia-se através da ativação de seu receptor e subseqüente ativação de seus substratos, como o substrato 1 do receptor de insulina (IRS1). A fosforilação em tirosina do IRS1 cria sítios de reconhecimento para moléculas contendo domínios com homologia a Src 2 (SH2) incluindo a PI3K, Grb2 e SHP2. Aumento da expressão de IRS1 tem como conseqüência a ativação das vias de sobrevivência celular, em especial a via PI-3K/AKT, onde AKT interfere na cascata de apoptose através de mecanismos intrínsecos e extrínsecos. Em humanos, a ativação constitutiva da proteína IRS1 é um fenômeno comum em vários tumores sólidos. Entretanto, a participação específica do IRS1 nas vias de sinalização leucêmica é pouco estudada. Recentes relatos indicam que o IRS1 tem papel importante na leucemogênese. A oncoproteína BCR-ABL se liga ao IRS1 e esta interação protéica está associada ao aumento da fosforilação em tirosina do IRS1. A expressão gênica de IRS1 em leucemia linfóide aguda T foi identificada em estudo de microarray, e sua expressão esteve correlacionada com a sobrevida global, independente da idade e número de leucócitos ao diagnóstico. Neste contexto, o IRS1 torna-se uma proteína particularmente interessante e o objetivo do presente estudo é investigar a expressão gênica e protéica do IRS1, assim como seu papel funcional na apoptose e proliferação celular na célula leucêmica. A expressão gênica e protéica de IRS1 será avaliada em amostras de sangue periférico ou medula óssea de indivíduos normais, de pacientes com diagnóstico de mielodisplasia ou leucemia aguda e amostras de linhagens de células leucêmicas humanas. As técnicas utilizadas para análise da expressão gênica e protéica serão real time RT-PCR e Western Blotting, respectivamente. Linhagens de células leucêmicas humanas serão utilizadas para os experimentos funcionais; a apoptose e a proliferação celular serão avaliadas após inibição da expressão protéica de IRS1 através do uso de oligonucleotídeos anti-IRS1 ou siRNA específico para IRS1. A desregulação de múliplas vias de sinalização celular em leucemia dificulta o desenvolvimento de uma droga eficaz no seu tratamento. A identificação de novas proteínas, e o constante progresso no entendimento das vias de sinalização celular são fundamentais para o desenvolvimento de drogas específicas. (AU)

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.