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Estudo dos efeitos parácrinos de citocinas expressas por células-tronco mesenquimais derivadas da medula óssea sobre células-tronco neurais

Processo: 08/07570-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Marimélia Aparecida Porcionatto
Beneficiário:Layla Testa Galindo
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Sistema nervoso central   Neurofisiologia   Células-tronco neurais   Células-tronco mesenquimais   Citocinas

Resumo

O sistema nervoso central (SNC) responde a estímulos de inflamação periférica, regula aspectos da resposta inflamatória de fase aguda e possui resposta inflamatória local, o que parece contribuir com a fisiopatologia das doenças cerebrais agudas e crônicas. A resposta inflamatória no cérebro é mediada por células da glia, em especial a micróglia e os astrócitos, que secretam moléculas pró- e anti-inflamatórias. Essas moléculas, as citocinas, constituem um grupo diverso de polipetídeos mediadores da resposta inflamatória. A inflamação induz a expressão, pela micróglia e pelos astrócitos, de citocinas inflamatórias, entre elas IL-1² e ±, IL-3, -6, TNF±, TGF² e ± e quimiocinas, além de prostaglandinas, que aumentam a expressão de moléculas de adesão e aumentam a permeabilidade da barreira hematoencefálica, facilitando a invasão de células do sistema imune. A maioria dos mediadores inflamatórios tem pouca ação no tecido nervoso saudável e é expressa em níveis baixos ou em níveis não detectáveis. No entanto, estas moléculas inflamatórias são induzidas rapidamente em resposta à lesão no tecido e exercem funções diversas. As células-tronco são células indiferenciadas com potencial proliferativo e que podem originar diferentes tipos de células especializadas. As células-tronco secretam fatores bioativos, entre eles citocinas que, entre outras ações, inibem apoptose, estimulam a migração e proliferação de células progenitoras intrínsecas do tecido. Nossa hipótese de trabalho é que, além dos efeitos anti- e pró-inflamatórios desencadeados por citocinas secretadas pelas células-tronco mesenquimais, essas citocinas poderiam participar da quimioatração de células-tronco neurais para os locais de lesão no SNC, bem como proporcionar um microambiente favorável à sobrevivência, proliferação e diferenciação dessas células-tronco endógenas no local lesado. Sendo assim, o objetivo deste projeto é estudar a ação parácrina de citocinas secretadas por células-tronco mesenquimais derivadas de medula óssea de camundongos adultos transplantadas em lesão no córtex motor sobre a proliferação, sobrevivência e diferenciação de células-tronco neurais. Para isso, propomos analisar a expressão de citocinas por células-tronco mesenquimais, não diferenciadas, derivadas de medula óssea de camundongos adultos, in vitro; avaliar os efeitos parácrinos das citocinas secretadas por células-tronco mesenquimais sobre a proliferação, sobrevivência e diferenciação de células-tronco neurais in vitro; e estudar a expressão de citocinas por células-tronco mesenquimais adultas, transplantadas em modelo de lesão traumática no córtex motor de camundongo.

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