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Estudo comparativo do uso de probiótico e monensina na prevenção da acidose láctica ruminal aguda em ovinos.

Processo: 08/08068-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de abril de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2011
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Enrico Lippi Ortolani
Beneficiário:Leonardo Frasson dos Reis
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças nutricionais e metabólicas   Prevenção   Probióticos   Acidose láctica   Bovinos

Resumo

Técnicas de manejo como o confinamento e o semi-confinamento têm grande valia na atividade pecuária, pois permitem a otimização da capacidade produtiva. Nesses sistemas o manejo nutricional é bastante intensificado aumentando-se a quantidade de carboidratos solúveis na dieta. Contudo o aumento de oferta de carboidratos pode causar transtornos metabólicos, em especial quadros de acidose láctica. Deste modo, o presente estudo objetiva avaliar a eficácia de probiótico a base de levedura Saccharomyces cerevisiae e do ionóforo (Monensina sódica) na prevenção da acidose láctica ruminal aguda em bovinos. Serão utilizados 30 bovinos da raça Nelore providos de cânula ruminal, com cerca de 250 kg de peso vivo e 18 meses de idade. Os animais serão mantidos em baias individuais, sistema "tie-stall", e alimentados com dieta basal calculada em 2,7% do peso vivo e composta de 75% da matéria seca de feno de capim de coast-cross e de 25% de ração concentrada comercial contendo 14% de proteína bruta. Todos os animais irão passar por um período de 30 dias de adaptação às novas condições de manejo e alimentação, assim como a implantação cirúrgica de uma cânula ruminal. Após o período de adaptação os bovinos serão distribuídos aleatoriamente em três grupos com 10 animais cada, sendo um grupo controle, recebendo apenas a dieta basal, o segundo grupo receberá 1 g/ 100 kg peso vivo do probiótico Beef-Sacc®, contendo 5 x 106 de UFC de Saccharomyces cerevisiae; e o terceiro grupo receberá 33 ppm de Monensina Sódica (Rumensin®). Tanto o probiótico quanto a monensina serão fornecidos diariamente, diluídos em solução aquosa e administrados diretamente no rúmen através da fistula. Após 30 dias do início do fornecimento do probiótico e ionóforo será realizada indução experimental de acidose láctica ruminal, em todos os animais, através da administração de sacarose diretamente no rumem, de acordo com modelo de indução já estudado e consolidado. Nos momentos zero (no inicio do oferecimento dos suplementos), pré-acidose (antes da indução experimental), 8, 15, 20, 24, 36 e 48 horas após a indução de ALRA, será realizado o exame clínico dos animais, coleta de sangue e conteúdo ruminal. Serão acompanhados o desempenho ponderal e o consumo de alimentos nos tempo zero, pré-acidose e 30 dias após as induções. No sangue será realizado exame hemogasométrico, determinação do volume globular e hemoglobina, bem como osmolaridade sérica. Nos mesmos momentos supracitados e ainda nos tempos 3, 5, 10, 15, 20 e 30 dias após a indução, serão coletadas amostras de conteúdo ruminal através da fistula para determinação do pH, ácido láctico total, L e D, tempo de redução do azul de metileno, capacidade tampão, acidez titulável, concentração de ácidos graxos voláteis (AGV), nitrogênio amoniacal (N-NH3), contagem dos protozoários ciliados. Os dados serão submetidos ao teste de Kolmogorov e Smirvov, seguido de analise de variância e teste Tukey (dados paramétricos) ou Teste de Kruskal-Wallis (Dados não paramétricos). Hipotetiza-se que os animais suplementados com probiótico e ionóforo não apresentem quadro grave de acidose láctica ruminal, possibilitando a indicação desses produtos para o uso em confinamentos com alta utilização de grãos.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
REIS, Leonardo Frasson dos. Estudo comparativo do uso de probiótico e monensina na prevenção e tratamento da acidose láctica ruminal aguda em ovinos. 2011. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia São Paulo.

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