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Avaliação proteômica do efeito de inibidores de proteólise na degeneração muscular de camundongos distróficos mdx

Processo: 08/07819-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Lewis Joel Greene
Beneficiário:Ana Carolina Humanes
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Distrofia muscular de Duchenne

Resumo

A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença humana fatal causada por mutações no gene da distrofina e caracterizada por degeneração progressiva da musculatura esquelética. Na ausência da distrofina, as proteínas do complexo DGC (dystrophin-glycoprotein complex) estão ausentes ou em níveis muito reduzidos e o sarcolema apresenta fragilidade e susceptibilidade à injúria. O camundongo mdx é um modelo genético e bioquímico da DMD que apresenta nas idades de 21 a 28 dias um quadro patológico mais similar ao visto no humano. O atual tratamento da DMD consiste no uso de corticosteróides que retarda a progressão da mionecrose, mas que causa efeitos colaterais indesejáveis. Inibidores de proteases podem ser promissores no tratamento da doença, pois há uma significativa ativação de vias proteolíticas, em especial do proteassomo e de calpaínas em músculos distróficos. Um estudo recente em camundongos mdx tratados com o inibidor de proteassomo MG-132 mostrou aumento nos níveis e a correta localização de proteínas do complexo DGC. O presente projeto tem como objetivo comparar o efeito dos inibidores de proteassomo e calpaína, MG-132 (Z-Leu-Leu-Leu-CHO) e Z-Leu-Leu-CHO, respectivamente, em camundongos mdx por meio de dosagem de creatina quinase (CK) sérica, análises histológicas e abordagem proteômica. Para isto, camundongos mdx de 19 dias, período anterior ao início da primeira onda de degeneração muscular, serão tratados, por via subcutânea, com MG-132 e Z-Leu-Leu-CHO por 10 dias. No final do tratamento, o processo de degeneração muscular será avaliado por meio da dosagem de CK sérica e por análise histológica do diafragma e gastrocnêmio após administração do corante vital Azul de Evans. Os níveis e a localização de algumas proteínas do complexo DGC (±-distroglicana, ²-distroglicana, ±-sarcoglicana e distrofina) no diafragma e gastrocnêmio serão avaliados por ensaios de Western blot semiquantitativo e imunohistoquímica, respectivamente. A identificação de proteínas que são degradadas durante o desenvolvimento da distrofinopatia e que deixam de ser degradadas na presença dos inibidores MG-132 e Z-Leu-Leu-CHO será feita por abordagem proteômica (eletroforese bidimensional e espectrometria de massa) a partir de extratos protéicos de gastrocnêmio. O presente projeto poderá contribuir para esclarecer a participação das vias proteolíticas de ubiquitina-proteassomo e calpaínas na distrofinopatia e ampliar as opções terapêuticas para a DMD, com base em inibidores de proteólise.