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Investigação do envolvimento de estresse oxidativo em modelos animais de distrofias musculares

Processo: 08/08761-2
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:Luis Eduardo Soares Netto
Beneficiário:Tatiana Rocha Couceiro
Instituição Sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/58147-6 - Aspectos biológicos de tióis: estrutura protéica, defesa antioxidante, sinalização e estados redox, AP.TEM
Assunto(s):Distrofia muscular   Estresse oxidativo   Carbonilação proteica   Dissulfetos   Óxido nítrico   Glutationa
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:dissulfeto | Distrofia Muscular | glutationa | Grupamentos carbonila | Oxido Nitrico | tiol | Radicais livres em processos patológicos

Resumo

As distrofias musculares são caracterizadas por degeneração muscular progressiva, acometendo principalmente a musculatura esquelética dos indivíduos afetados (Cohn e Campbell, 2000). Grande parte dessas doenças se deve a mutações em genes de proteínas que compõe o complexo distrofina-glicoproteínas, responsáveis por garantir a integridade e estabilidade da membrana plasmática das células da musculatura esquelética (Crosbie, 1999). Mesmo antes de se identificar essas mutações, já tinham sido obtidas evidências de que, ao menos em parte, o estresse oxidativo estaria envolvido nessa patologia (Binder e col., 1965). Modificações patológicas na produção de radicais livres na musculatura distrófica poderiam levar a perda de certos sistemas regulatórios celulares e assim produzir fatores ligados à degeneração muscular (Tidball e Wehling-Henricks, 2007). É razoável supor, portanto, que estresse oxidativo esteja envolvido na heterogeneidade genética de distrofias musculares congênitas (Dubowitz, 1985; Reed e col., 1996). Óxido nítrico sintase neuronal (nNOS) também se encontra associada ao complexo distrofina-glicoproteínas e seu deslocamento em músculos distróficos pode provocar a produção irregular de óxido nítrico e, conseqüentemente, alterações em processos de sinalização celular (Stamler e Meissner, 2001). Em nosso projeto de pesquisa pretendemos caracterizar o possível envolvimento do estresse oxidativo nessa patologia, com a determinação de razões tiol/dissulfeto (GSH/GSSG, cisteína/cistina, tiorredoxina reduzida/tiorredoxina oxidada e peroxirredoxina reduzida/peroxirrredoxina oxidada) em diferentes compartimentos celulares e detecção de grupamentos carbonila em proteínas oxidadas como parâmetros de estresse oxidativo. Avaliaremos também o papel do óxido nítrico com ensaios de detecção da enzima óxido nítrico sintase neuronal in situ e dosagens de sua produção. Os camundongos mdx (com mutação no gene para distrofina) e largemyd (com mutação para o gene de glicosiltransferase), ambos os modelos de distrofias musculares, serão estudados nesse projeto. Para melhor avaliar o papel de óxido nítrico nesses modelos animais tentaremos inativar nNOS utilizando a técnica de interferência de RNA. Análises dos fenótipos desses animais serão analisadas e correlacionadas com os parâmetros de estresse oxidativo. Eventualmente, intervenções antioxidantes poderão ser empregadas. (AU)

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