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Avaliação da participação do BDNF no efeito antidepressivo produzido pela inibição da formação do óxido nítrico

Processo: 08/10267-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Francisco Silveira Guimaraes
Beneficiário:Caroline Biojone
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/03685-3 - Neurotransmissores típicos e atípicos em transtornos neuropsiquiátricos, AP.TEM
Assunto(s):Desamparo aprendido   Estresse psicológico   Depressão   Psicofarmacologia   Óxido nítrico

Resumo

Muito tem sido estudado a respeito da neurobiologia da depressão nos últimos anos. Entretanto, devido à complexidade do assunto, importantes questões ainda permanecem sem explicações satisfatórias. Nesse contexto, a recente investigação de fatores ou alterações até então pouco conhecidos tem fornecido novas e importantes pistas na construção do conhecimento acerca desse distúrbio. Evidências do envolvimento do óxido nítrico (NO) na gênese da depressão têm sido relatadas, tais como efeito do tipo antidepressivo induzido por um inibidor seletivo da isoforma neuronial daquela enzima (7-NI) e o aumento da expressão da sintase de óxido nítrico (NOS) em estruturas do eixo HPA mediante exposição ao estresse (fator que parece suscetibilizar os indivíduos à depressão). Inúmeros trabalhos têm encontrado ainda associações entre a neurotrofina mais abundantemente expressa no encéfalo, o BDNF (brain derived neurotrophic factor) e a depressão. Dentre os achados mais importantes destacam-se o efeito do tipo antidepressivo da injeção central dessa neurotrofina, o fato do tratamento antidepressivo aumentar os níveis de BDNF hipocampal e do estresse ser capaz de reduzir esses níveis. Além disso, tem sido relatada morte neuronial no hipocampo e diminuição de seu volume em decorrência do estresse. Esses dados, em conjunto, permitem especular acerca de uma possível associação entre estresse, óxido nítrico, BDNF e morte neuronial no desenvolvimento da depressão. A presença desta associação, no entanto, ainda não foi investigada. Dessa forma, o presente projeto pretende avaliar se o estresse empregado no paradigma do desamparo aprendido (modelo clássico para o estudo da depressão caracterizado pelo déficit de esquiva e/ou fuga de situação aversiva em ratos, induzido pela exposição prévia a estressor inescapável) é capaz de induzir diminuição dos níveis de BDNF e morte neuronial no hipocampo, associados ao desenvolvimento do prejuízo comportamental. Também verificaremos se estas alterações podem ser prevenidas por um inibidor seletivo da NOS neuronial e se essa prevenção pode ser mimetizada pela administração i.c.v. de BDNF. (AU)