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Análise da influência da microglia mutante na sobrevida do neurônio motor no modelo in vitro da Esclerose Lateral Amiotrófica utilizando camundongos transgênicos para SOD1 humana

Processo: 08/10798-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Gerson Chadi
Beneficiário:Tatiana Duobles
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neurologia   Microglia   Degeneração neural   Esclerose amiotrófica lateral   Superóxido dismutase   Cultura de células   Modelos animais

Resumo

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença progressiva caracterizada pela morte de neurônios motores e que leva rapidamente os pacientes à morte. Camundongos transgênicos que expressam a superóxido desmutase 1 (SOD1) mutante humana é o modelo experimental mais aceito para a doença. Os mecanismos que levam a perda neuronal ainda são pouco conhecidos e não existe um tratamento capaz de ao menos prolongar a vida do indivíduo. Estudos recentes indicam que as células gliais aceleram o processo neurodegenerativo, entretanto os mecanismos moleculares ainda não estão estabelecidos. A microglia é uma célula glial que merece uma atenção particular pelo fato de ser a célula imunocompetente do sistema nervoso central, além de sua ativação estar ligada a secreção de moléculas citotóxicas. Para investigar os possíveis efeitos da mutação da SOD1 na microglia e este efeito sob os neurônios motores, iremos avaliar a morte e o trofismo do neurônio motor espinal em sistemas de co-culturas neurônio/microglia e o efeito do meio condicionado destas células gliais sob os neurônios. Ambas as células serão extraídas da medula espinal do camundongo transgênico e não transgênico. A microglia será obtida dos animais neonatos e adultos na fase pré-clínica da doença. Células serão imunomarcadas com marcadores específicos e neurônios fluorescentes fotografados por contraste de fase, serão quantificados por métodos estereológicos específicos. O índice de morte neuronal será comparado à quantificação de marcadores de apoptose nas culturas de neurônios. A expressão gênica de moléculas candidatas produzidas pela microglia será quantificada pelo PCR em tempo real e a quantidade delas será também avaliada no meio condicionado das culturas destas células da neuroglia pelo ELISA sandwich. Assim, ao finalizarmos os experimentos, saberemos se a microglia exerce um efeito tóxico aos neurônios na ELA e teremos indicativos das moléculas responsáveis o que poderá servir de fundamentação para o estabelecimento de novas terapias para a doença. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)

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