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A problemática da participação no âmbito das Organizações Não-Governamentais: um olhar psicanalítico

Processo: 09/03255-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2009
Vigência (Término): 31 de outubro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Social
Pesquisador responsável:Maria Inês Assumpção Fernandes
Beneficiário:Ana Carolina Comin Vargas
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Participação social   Movimentos sociais   Instituições   Psicanálise

Resumo

A ascendência do termo "participação", não necessariamente atrelada a um conhecimento amplo do que pode significar, é relatada a partir dos 70 e 80 no Brasil frente a um regime ditatorial marcado pelo levante de movimentos sociais com temáticas diversas. Tecendo relações de origem e apoio a estes movimentos sociais, sendo em parte a institucionalização deles já em contexto democrático, surgem as Organizações Não-Governamentais que passam a ser compreendidas como representantes e articuladoras da participação da sociedade civil na esfera pública. No entanto, uma vez vinculado a estas instituições, o aspecto dito participativo da sociedade atual passa a estar atrelado à problemática das ONGs, com relações de poder/submissão aos financiadores, de mudança/conservação como instituição que tende a conservar poderes instituídos, discurso/prática imerso em ideologias que não necessariamente transformam a prática das relações, etc. Considerando a importância e atualidade do tema para a sociedade, realizaremos um estudo sobre as características da participação social no âmbito das Organizações Não-Governamentais, valendo-nos, para tanto, de subsídios teóricos (bibliografia) e empíricos (pesquisa documental, entrevistas e observação participante) a serem articulados por meio de uma leitura dos processos psíquicos e sociais aí implicados. Se considerarmos que ao falarmos de instituições e de participação estamos falando de uma realidade intersubjetiva, de processos psíquicos, grupais e institucionais, pode-se abordar esta questão por meio de um olhar que traga a dimensão do sujeito do inconsciente em relação com o grupo, compreendendo as formações e processos psíquicos específicos ao conjunto intersubjetivo tal como estudado por René Kaës, José Bleger, Eugène Enriquez, entre outros. A intersubjetividade impõe à psique certas exigências de trabalho psíquico que estariam na base da manutenção do vínculo (negativo, alianças, pactos e contratos inconscientes, ideologias, etc.), possibilitando uma compreensão acerca das relações entre a participação com seus aspectos instituintes frente ao caráter instituído das Organizações Não-Governamentais. Acreditamos que com esta pesquisa poderemos contribuir para uma reflexão acerca dos limites e das potencialidades da participação social vinculada a estas organizações e de suas implicações na atualidade.

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