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Urbanismo e mobilidade na metrópole paulistana o impacto da implantação da infraestrutura viária e de transporte nos espaços públicos centrais da cidade de são paulo: o caso do parque dom pedro ii

Processo: 09/03048-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2010
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Regina Maria Prosperi Meyer
Beneficiário:Tomás André Rebollo Figueiredo da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):São Paulo   Espaço público   Urbanismo   História do urbanismo

Resumo

O objetivo geral desta proposta de pesquisa é atualizar a reflexão sobre o impacto da implantação da infra-estrutura viária e de transporte metropolitano no sistema de espaços públicos do centro da cidade de São Paulo, no período que se estende da década de 1930 até o início da operação do expresso Tiradentes com a tecnologia VLT em 2012.Buscaremos compreender a evolução dos sistemas de espaços públicos do Centro de São Paulo, definido como o conjunto sistêmico de espaços públicos que estão na base da evolução urbana da área central da cidade, e as transformações espaciais e funcionais realizadas em função do crescimento urbano e do sistema de mobilidade viária que o acompanhou.O tema da relação entre crescimento metropolitano, grandes equipamentos de infra-estrutura viária e de transportes e suas implicações espaciais e funcionais no tecido urbano é pertinente desde as críticas feitas por Jane Jacobs em Morte e vida de grandes cidades americanas, (publicado em 1961) ao urbanismo moderno ortodoxo e ao processo norte-americano de renovação urbana das áreas centrais das cidades - baseados em grandes projetos de infra-estrutura viária.Mais recentemente, a edição de número 95 da revista "Espaces et Sociétés", publicada em Paris em 1999, consagrou uma série de artigos ao assunto, analisando o impacto da implantação de grandes equipamentos dedicados exclusivamente ao transporte e à mobilidade metropolitana sobre a forma urbana, buscando compreender a relação entre a mudança da escala das grandes infra-estruturas e a mudança substancial da qualidade dos espaços públicos intra-urbanos em diversas cidades da Europa e dos Estados Unidos.Sobre a questão no Brasil, e mais especificamente na cidade de São Paulo, contaremos com os trabalhos de Regina Meyer sobre o processo de metropolização paulistana e suas relações com a implantação do sistema de mobilidade e acessibilidade entre os bairros e o Centro, desenvolvidos como parte do Projeto temático em que esta proposta de pesquisa se insere.Além das referências teóricas, buscaremos estabelecer comparações com projetos emblemáticos de implantação de grandes infra-estruturas viárias e de transporte em tecido urbano que tiveram resultados significativos (positivos ou negativos) como é o caso da Liverpool Street Station, em Londres, do complexo do Euralille, na França, do Utrech Centrum, da City Oeste de Estocolmo, do Zentrum Zurich Nord e da Euroville da Basiléia.Abordaremos os projetos realizados na cidade de São Paulo desde a década de 1930, desenvolvidos a partir do Plano de Avenidas de Prestes Maia, passando pelas intervenções rodoviaristas das décadas de 1960 e 1970 chegando até a implantação das estações do metrô e dos terminais de ônibus na área central. Propomos como estudo de caso o Parque Dom Pedro II, área que sofreu as transformações funcionais e espaciais mais significativas no sistema de espaços públicos do Centro devido à implantação de diversos equipamentos de infra-estrutura viária e de transporte, como as avenidas que compõe o trecho leste do perímetro de irradiação concebido por Prestes Maia, o complexo viário composto por diversos viadutos associados à Radial Leste e à Ligação leste-oeste, a Avenida do Estado, a estação Dom Pedro II da linha leste-oeste do metrô, o terminal de ônibus e mais recentemente o terminal do expresso Tiradentes.Dados da ultima pesquisa Origem-Destino de 2007, realizada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, corroboram que o processo de metropolização da cidade vem acarretando o aumento pela demanda de transportes coletivos para a ligação Centro-Periferia, sobretudo para os bairros da zona leste da capital. A atual proposta do Governo do Estado de São Paulo em substituir a tecnologia de transporte leve sobre pneus para trilhos (VLT) no Expresso Tiradentes, pretende responder a essa nova demanda, transformando o Parque Dom Pedro II no maior pólo intermodal da área central.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
SILVA, Tomás André Rebollo Figueiredo da. Urbanismo e mobilidade na metropóle paulistana : estudo de caso : o Parque Dom Pedro II. 2012. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Arquitetura e Urbanismo São Paulo.

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