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Modelo de acidente vascular encefálico em coelho para o uso de terapia celular

Processo: 09/03863-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2009
Vigência (Término): 31 de maio de 2011
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Pesquisador responsável:Carlos Eduardo Ambrósio
Beneficiário:Juliana Barbosa Casals
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/51222-2 - Interação de terapia celular e gênica para a correção da distrofia muscular de Duchenne utilizando endonucleases quiméricas, AP.JP
Assunto(s):Células-tronco   Cultura de células   Acidente vascular cerebral   Modelos animais   Coelhos

Resumo

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é a segunda causa de morte mundial, anualmente mais de 20 milhões de indivíduos são acometidos por esta patologia, 5 milhões destes vão a óbito. No Brasil, é a principal causa de morte. Pesquisas demonstram que é crescente o uso de inúmeros modelos animais validos em pesquisas que buscam terapias funcionais para os Acidentes Vasculares. Numerosas espécies são usadas, ratos, coelhos, caninos, suínos, ovelhas e espécies de primatas. Um grande número de estudos tem sido realizado com células-tronco de diferentes fontes em diferentes modelos animais de lesão medular, e tentativas terapêuticas até mesmo em humanos, apresentando resultados promissores. As células-tronco ideais para a realização de transplantes devem ser imunologicamente inertes, provenientes de fontes de fácil acesso, possuir rápida expansibilidade em cultivo, apresentar capacidade de sobrevivência em longo prazo e de integração no sítio hospedeiro além de serem propícias a transfecção e expressão de genes exógenos. Os objetivos desta pesquisa são o de estabelecer um modelo de AVE em coelhos (Oryctolagus cuniculus) para o uso da terapia com células-tronco e avaliar através de tomografia computadorizada, avaliação comportamental, parâmetros clínicos e exame histopatológico a lesão induzida. Desta forma realizaremos o delineamento experimental, a indução do acidente vascular encefálico em coelhos, o cultivo das células-troco da polpa dentária, a transdução com retrovírus, a análise da expressão do gene exógeno LACZ nas células-tronco transduzidas previamente à implantação nos animais, a preparação de células-tronco transduzidas para transplante nos animais, a tomografia computadorizada, a avaliação comportamental, a avaliação macroscópica e a histológica, com vistas a validar o modelo experimental e comprovar a ação celular no tecido lesado. Podemos ressaltar que a ausência de trabalhos utilizando marcadores para o rastreamento de células-tronco após o transplante em lesões vasculares encefálicas, aliado a possibilidade de utilização desta terapêutica celular em animais com lesão vascular encefálica proveniente de traumas e diversas patologias na clínica veterinária são fatos que justificam essa pesquisa, desta forma devemos ressaltar a importância de pesquisas com terapia celular sempre, visando inserções diretas e indiretas desta biotecnologia à medicina veterinária e humana.