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Combates pelo presente: um mapeamento da genealogia de Foucault entre a recepção dos historiadores e as ontologias históricas.

Processo: 09/03868-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2010
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - Teoria e Filosofia da História
Pesquisador responsável:Hélio Rebello Cardoso Júnior
Beneficiário:Lucas de Almeida Pereira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Historiografia   Michel Foucault

Resumo

O presente trabalho visa analisar as relações entre o pensamento do filósofo francês Michel Foucault e a chamada Nova História com ênfase na reflexão sobre uma história do presente. Foucault e a terceira geração de historiadores que encabeçavam a revista dos Annales (movimento conhecido como Nova História) mantiveram relações de proximidade no âmbito teórico e acadêmico. No campo teórico, embora tendo por principal influência a obra de Nietzsche, Foucault e a Nova História compartilhavam a leitura de Bloch, Febvre e Braudel. Além desta influência em comum, tanto Foucault quanto o grupo de Historiadores inseridos no contexto da Nova História buscaram pensar o presente. Embora as análises divirjam em certa medida, ambos trabalham temas comuns como a centralidade do acontecimento na análise do presente. No campo acadêmico, Foucault foi constantemente auxiliado por membros da Nova História, seja em defesa de seus trabalhos (como fez Paul Veyne), ou em sua própria publicação (a História da Loucura foi editada numa coleção dirigida por Pierre Nora). Desta forma, acreditamos que ao analisar os diálogos, as ressonâncias entre Michel Foucault e a Nova História podemos encontrar traços fundamentais para a compreensão da historicidade do presente no pensamento foucaultiano.