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Análise comparativa da resposta imune inata dos ouriços-do-mar Antártico Sterechinus neumayeri e tropical Lytechinus variegatus frente ao aquecimento global

Processo: 09/04415-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2009
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Fisiologia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:José Roberto Machado Cunha da Silva
Beneficiário:Paola Cristina Branco
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Fagocitose   Imunidade inata   Aquecimento global

Resumo

O aquecimento global é uma realidade e seus efeitos são bastante estudados atualmente, no entanto pouca atenção tem-se dado para as alterações que ocorrem com invertebrados marinhos em decorrência desse fenômeno. Os ouriços-do-mar são espécies susceptíveis a surtos epizoóticos e há descrição na literatura de diversos casos de mortalidade em massa desses animais, tal fato foi observado por nossa equipe de pesquisa com a espécie Lytechinus variegatus em São Sebastião (SP). Desse modo, o estudo da resposta imune inata relacionada a presença de proteínas do choque térmico (HSP) de equinodermas frente ao aumento de temperatura é de extrema importância para se entender os mecanismos de adaptação e prever possíveis alterações que tais espécies possam apresentar frente ao aquecimento global. Portanto, o presente projeto pretende avaliar o efeito do aumento de temperatura das águas marinhas, provocado pelo aquecimento global, sobre os mecanismos de resistência natural dos ouriços do mar tropicais Lytechinus variegatus e antárticos Sterechinus neumayeri. Em trabalhos anteriores observamos a expressão da HSP 70 por imunofluorescência e a diminuição da capacidade fagocítica em ambas espécies submetidas a temperaturas elevadas em relação a média, porém ainda é necessário quantificar essas proteínas e relacioná-las a atividade imunológica de esferulócitos vermelhos e amebócitos fagocíticos. Além disso, é de extrema importância a avaliação de alterações ultraestruturais dos celomócitos para se determinar correlações com o aumento de temperatura.