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Avaliação do metil jasmonato na capacidade antioxidante e conservação pós-colheita do mamão 'Golden'

Processo: 09/04271-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2009
Vigência (Término): 30 de abril de 2011
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Ilana Urbano Bron
Beneficiário:Rafaela Parizani Massucato
Instituição-sede: Instituto Agronômico (IAC). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Fisiologia pós-colheita   Amadurecimento   Enzimas antioxidantes

Resumo

Uma vez que o climatério é fonte de espécies reativas de oxigênio, frutos como o mamão, podem apresentar maior estresse oxidativo quando comparados a frutos não climatéricos. O metil jasmonato (MJ) pode aumentar a capacidade antioxidante do mamão fazendo com que o estresse oxidativo durante o amadurecimento seja minimizado, mantendo a qualidade do fruto por mais tempo. O objetivo do projeto é acompanhar e caracterizar o amadurecimento de mamões tratados com MJ, procurando relacionar a aplicação desse regulador com a atividade de enzimas antioxidantes, alterações na qualidade do fruto e na incidência de podridão. No primeiro experimento serão usados mamões (Carica papaya L.) do grupo Solo, variedade Golden, colhidos no estádio de maturação 1 (até 15% da casca amarela). Os frutos serão fechados em tambores de 120 L por 24 h a 22ºC, contendo papel de filtro embebido com soluções de 10-5 M de metil jasmonato. Os frutos serão inoculados com Colletotrichum gloeosporioides imediatamente após a saída do tambor e também após 24 h. Durante o armazenamento a 22ºC e 80-90% UR, os frutos serão avaliados quanto à incidência e severidade da antracnose e também quanto à cor da casca, firmeza da polpa, acidez titulável, ácido ascórbico, sólidos solúveis. No segundo experimento serão utilizados mamões também colhidos no estádio 1. Após o tratamento com MJ, os frutos serão armazenados à temperatura de 22ºC e 80 a 90% de umidade relativa. Durante o amadurecimento, os frutos serão analisados quanto à cor da casca, firmeza da polpa, acidez titulável, ácido ascórbico, sólidos solúveis, respiração e produção de etileno, peroxidação lipídica e atividade das enzimas superóxido dismutase e catalase. O delineamento experimental será inteiramente casualizado, em esquema fatorial. Os dados serão submetidos à análise de variância e a comparação de média (n = 4 a 10) será pelo teste de Tukey a 5%. Como os estudos com metil jasmonato na pós-colheita são recentes e poucas espécies foram investigadas, muitos resultados ainda precisam de maiores esclarecimentos, principalmente no que se diz respeito às espécies tropicais. Entender melhor como os frutos protegem-se do estresse durante o amadurecimento é essencial para que se possa obter variedades de qualidade e técnicas de conservação eficientes.