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Contribuição da fímbria BFP para o fenótipo de adesão híbrido em uma amostra de Escherichia coli enteropatogênica

Processo: 09/04635-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2009
Vigência (Término): 31 de julho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Tânia Aparecida Tardelli Gomes do Amaral
Beneficiário:Bruna Gil Garcia
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Bacteriologia   Escherichia coli enteropatogênica   Diarreia   Virulência   Escherichia coli

Resumo

O emprego de novas técnicas laboratoriais tem permitido o reconhecimento de novos agentes de diarréia infecciosa, entre os quais se salientam os diferentes patotipos de Escherichia coli diarreiogênica (DEC). Há muitos anos, demonstramos que um desses patotipos, E. coli enteropatogênica (EPEC), é importante agente de diarréia em crianças no primeiro ano de vida em nosso meio. As EPEC provocam uma lesão característica em células intestinais (lesão attaching and effacing- A/E) e carreiam o plasmídio EAF que codifica uma fímbria (Bundle-forming pilus ou BFP), a qual medeia a ligação bactéria-bactéria e bactéria-enterócito. Quando em contato com células HeLa e HEp-2 in vitro, essas interações resultam na formação de microcolônias bem delimitadas que caracterizam um padrão de adesão localizada (AL). Em nosso meio, temos também verificado a ocorrência de outro patotipo de DEC, E. coli enteroagregativa (EAEC), atualmente considerado patógeno emergente. EAEC caracteriza-se pela formação, em células HeLa/HEp-2, do padrão de adesão agregativa (AA). A identificação da expressão de AL e AA contribui para a classificação de amostras de E. coli como EPEC ou EAEC, respectivamente. Curiosamente, em estudos epidemiológicos recentes, isolamos algumas amostras de E. coli que expressaram AL e AA concomitantemente, o que dificultou suas classificações nos patotipos de DEC. Em uma análise preliminar, verificamos que essas amostras são potencialmente patogênicas, pois produzem lesão A/E e expressam BFP; entretanto são desprovidas das adesinas já descritas, relacionadas com o padrão AA. Além disto, em um período mais prolongado (ensaios de 6 h), uma amostra selecionada (E. coli 99245) formou um biofilme maduro recobrindo completamente as superfícies biótica e abiótica, como ocorre com amostras de EAEC. Neste estudo, pretendemos contribuir para a caracterização das estruturas relacionadas com o padrão de adesão híbrido AL/AA em uma amostra selecionada (E. coli 99245), dando-se ênfase à análise do papel da fímbria BFP tanto na expressão do padrão AL como na do padrão AA e na formação de biofilme.

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