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Se (eu) não me engano... condicionalidade na modalização?

Processo: 09/04664-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2009
Vigência (Término): 30 de abril de 2011
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Maria Helena de Moura Neves
Beneficiário:Taísa Barbosa Robuste
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Funcionalismo   Gramaticalização

Resumo

Com base na teoria funcionalista da linguagem, propõe-se uma avaliação da relação existente entre condicionalidade e modalização epistêmica, a ser obtida em análise de corpora disponíveis de língua falada e língua escrita contemporânea do Português do Brasil, dos quais já foi selecionada e pré-analisada uma amostra. A proposta abriga-se nas pesquisas do Grupo de pesquisa do CNPq 'Gramática de Usos do Português', coordenado pela orientadora, e representa a continuidade de estudos sobre hipotaxe adverbial condicional desenvolvidos em nível de Iniciação Científica, com a mesma orientação. Parte-se do exame de um conjunto de orações do tipo de se estou lembrado, se não me engano (junto das quais também entram em exame orações como se é verdade, se é que é possível), para verificar uma série de hipóteses quanto à natureza dessas construções, reconhecidamente diferentes das condicionais canônicas, e quanto às especificidades de cada um dos subconjuntos. O objetivo central é verificar se, e de que modo, tais orações condicionais atuam como modalizadores epistêmicos, assentada a hipótese de que elas levam a construção para o campo do possível, porque são usadas para relativizar a validade da proposição condicionada. Releva, no primeiro subconjunto indicado, o fato de que o próprio falante (primeira pessoa) se coloca como fonte do possível empecilho à validação da polaridade proposicional ("sim" / "não"), o que representa um reforço do peso atitudinal da interferência. O exame desse papel de validação de proposição que aqui se propõe para as orações dos dois subconjuntos tem de passar também pela avaliação da relação entre elas e as condicionais canônicas, que são as que têm merecido a atenção, em geral. È nessa direção que o projeto se encaminha. Para isso, propõem-se como pertinentes incursões relacionadas com os seguintes campos de investigação lingüística, entre outros: relação entre condicionalidade e modalização epistêmica; especificidade funcional dos subconjuntos condicionais; relevância da função textual-interativa desse tipo de expressão condicional, com avaliação do possível caráter parentético de algumas construções; possibilidade e relevância da inserção dessas construções em algum ponto do processo de gramaticalização; pertinência da ordem na natureza e na especificidade das construções. Trata-se não apenas de procurar responder a questões suscitadas pelas hipóteses levantadas mas também, e principalmente, de buscar a comprovação, ou não, das próprias hipóteses.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
ROBUSTE, Taísa Barbosa. Se (eu) não me engano... condicionalidade na modalização?. 2011. 94 f. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Ciencias e Letras (Campus de Araraquara)..

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