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O papel de Ipaf e caspase-1 no controle da Infecção por Leishmania (Leishmania) amazonensis

Processo: 09/05054-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2009
Vigência (Término): 31 de agosto de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Dario Simões Zamboni
Beneficiário:Djalma de Souza Lima Júnior
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/52867-4 - Reconhecimento de patógenos bacterianos por receptores intracelulares e sua importância no controle da infecção microbiana, AP.JP
Assunto(s):Antígenos   Imunidade inata   Citocinas   Leishmania   Inflamassomos

Resumo

A leishmaniose constitui um espectro de doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania, que compreende várias espécies, responsáveis por diferentes formas da doença. No Brasil, a mais comum é a leishmaniose tegumentar americana (LTA), encontrada praticamente em todo o território nacional. A proteção à doença está relacionada à resposta imune de padrão Th1, com produção de IFN-g, que ativa macrófagos a induz a síntese de óxido nítrico (NO), facilitando a eliminação dos parasitos intracelulares. A participação de receptores de reconhecimento padrão da imunidade inata, como os receptores do tipo toll (TLR; "Toll-like receptors") e os receptores da família NLR ("Nod-like receptors"), é de extrema importância para a ativação de uma resposta imune Th1 eficaz. O inflamassoma de Ipaf (formado por Ipaf e caspase-1) está associado ao reconhecimento de diversas classes de patógenos e ativação da resposta imune. A ativação de caspase-1 é abolida em macrófagos deficientes para Ipaf, quando infectados com patógenos intracelulares como Legionella ou Salmonella. Porém, até o momento não foi descrito se esse complexo protéico participa do reconhecimento de L. amazonensis. Dados preliminares demonstraram que a deficiência de Ipaf, Asc ou Caspase-1 induz uma diminuição na: atividade leishmanicida; produção de citocinas pró-inflamatórias e capacidade estimuladora e co-estimuladora de macrófagos infectados por L. amazonensis. Além disso, foi observado que camundongos deficientes para Ipaf, Asc ou caspase-1 apresentaram uma maior suscetibilidade à infecção por L. amazonensis, quando comparado a camundongos selvagens. Este trabalho tem como principal objetivo avaliar os mecanismos pelos quais componentes do inflamassoma de Ipaf regulam a ativação de uma resposta imune protetora contra L. amazonensis e determinar moléculas antigênicas presentes na superfície ou secretadas por esses patógenos capazes de ativar esta importante via de reconhecimento pelo sistema imune inato.

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Cinco doutorados realizados com apoio da FAPESP receberão Prêmio Capes de Tese 
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