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Quantificação de fitosteróis alimentares: criação de tabela e ferramentas de análise dietética

Processo: 09/06624-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2010
Vigência (Término): 30 de setembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Bromatologia
Pesquisador responsável:Maria Cristina de Oliveira Izar
Beneficiário:Celma Muniz Martins
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil

Resumo

ResumoEntre as doenças crônicas cerca de metade é atribuída às doenças cardiovasculares. A obesidade e o diabete melito também mostram tendências preocupantes, por afetarem grande parte da população e por seu início cada vez mais precoce. Mudanças no estilo de vida recomendadas pelo National Cholesterol Education Program (NCEP) e Adult Treatment Panel (ATP) III incentivam o consumo de alimentos vegetais, baixo consumo de colesterol e gorduras saturadas. É de grande importância a recomendação universal para maior aporte de fibras e vegetais na alimentação como uma maneira de se reduzir os níveis de LDL-colesterol (LDL-C). Estudos clínicos e experimentais demonstraram que a adição de fitosteróis à dieta reduz os níveis plasmáticos de colesterol, LDL-C e o risco de doenças cardiovasculares. Os alimentos de origem vegetal (frutas, legumes e verduras) são boas fontes de minerais e componentes bioativos, tais como os fitosteróis. Em estudo comparativo entre tabelas de alimentos fontes de fitosteróis de diferentes países da Europa notou-se que a quantidade de fitosterol (b-sitosterol, campesterol, estigmasterol) variava no mesmo alimento dependendo da região produzida. Apesar da recomendação para maior ingestão de fitosteróis, não é conhecida a sua composição e quantidade nos alimentos cultivados, produzidos e consumidos no Brasil. Em razão disso, as tabelas de composição de alimentos não permitem uma adequada avaliação nutricional. Objetivo: O presente estudo visa analisar e quantificar fontes comuns de fitosteróis em alimentos de origem vegetal, elaborar uma tabela de composição de alimentos que inclua a sua composição em fitosteróis e aplicar estas ferramentas estimando a ingestão dos fitosteróis na dieta habitual de pacientes ambulatoriais. Métodos: Serão analisados os alimentos mais comumente consumidos pelos brasileiros de acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2002-2003. Após o preparo da amostra a quantidade de fitosteróis será analisada por cromatografia gasosa (CG) e espectrometria de massa (EM). Com base nesses resultados será elaborada tabela de composição de alimentos e aplicado questionário de freqüência alimentar a 500 pacientes atendidos pela nutrição. Resultados esperados: O estudo trará contribuições inéditas para as avaliações nutricionais e poderá estabelecer um elo entre os fitosteróis e a recomendação nutricional para uma dieta saudável. (AU)