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Fímbrias do tipo IV em Escherichia coli enteropatogênica atípica: caracterização e investigação do possível papel de PilS e PilV na interação com células epiteliais in vitro

Processo: 09/06648-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Roxane Maria Fontes Piazza
Beneficiário:Natália Cristina de Freitas
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Microbiologia médica   Expressão de proteínas   Proteínas   Clonagem   Escherichia coli enteropatogênica atípica

Resumo

Escherichia coli enteropatogênica (EPEC) tem sido identificada como o principal agente de diarréia aguda em países em desenvolvimento. Isolados de EPEC são capazes de causar um efeito histopatológico característico em biópsias intestinais, bem como em culturas celulares, conhecido como attaching and effacing, resultante da ação de proteínas codificadas por genes localizados em uma ilha de patogenicidade, denominada "locus of enterocyte effacement". EPEC é subdividida em típica e atípica, com base no plasmídio EPEC Adherence Factor, que está presente somente no primeiro grupo. Vários fatores de virulência estão envolvidos na patogênese de E. coli, dentre os quais se destacam as adesinas fimbriais, que atuam na adesão da bactéria ao enterócito. Várias fímbrias já foram identificadas e caracterizadas. No meu recente Projeto de Iniciação Científica foram investigados 12 genes fimbriais em 79 isolados de EPEC atípica, através da técnica de Reação em Cadeia da Polimerase. Analisando os resultados, pudemos observar que os genes que codificam a fímbria do Tipo I estavam presentes em mais de 90% dos isolados estudados; a fímbria polar longa de EHEC apresentou apenas 12,5% de positividade nos isolados estudados; os genes que codificam os antígenos CFA/I, CS1, CS3, CS4 e CS6, de ETEC, bem como os genes aggA, aafA e agg3A, que codificam as fimbrias de adesão agregativa do tipo I, II e III, presentes em EAEC, não foram observados nos isolados estudados. Já o gene pilS, que codifica a proteína estrutural da fímbria do Tipo IV, foi amplificado em 7,5% dos isolados, que apresentaram diferentes fenótipos de adesão em células HEp-2, como adesão localizada-like, localizada, agregativa, indeterminada e não aderente. Pelo menos dez proteínas estão envolvidas na biogênese da fímbria do Tipo IV, em particular a proteína estrutural principal PilS e a adesina PilV. Visto que dados na literatura mostram que a fímbria do Tipo IV apresenta um papel importante na adesão à células epiteliais intestinais in vitro, e que as EPEC atípicas, objetos deste estudo, não apresentam a adesina BFP, que possui importante função na adesão das EPEC típicas, a caracterização de outras adesinas, como a fímbria do Tipo IV, seria de grande importância para o estudo dos fatores de virulência em EPEC atípicas. Desse modo, o objetivo deste trabalho é avaliar o papel das proteínas PilS e PilV da fímbria do Tipo IV na interação de isolados de EPEC atípica à células epiteliais intestinais in vitro.

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