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Hípias Menor de Platão: tradução, estudo e comentário crítico

Processo: 09/06518-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2009
Vigência (Término): 31 de julho de 2011
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literaturas Clássicas
Pesquisador responsável:Daniel Rossi Nunes Lopes
Beneficiário:Vanessa Araújo Gomes
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Tradução   Platão
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:estudo | Hípias Menor | Platão | Tradução | Filosofia grega do período clássico

Resumo

Hípias Menor é um diálogo dito "socrático", ou seja, pertence ao grupo dos primeiros diálogos platônicos, nos quais a figura de Sócrates é preponderante. Segundo Kraut (1992, p.05), os primeiros diálogos são aqueles nos quais Platão ainda está fortemente influenciado pela figura de Sócrates. Essa influência estaria presente, por exemplo, na busca por definições de virtudes morais que geralmente termina em aporia, pois Sócrates e seus interlocutores não conseguem chegar a um consenso. Todavia, durante o século XIX alguns críticos tiveram dúvidas em relação à sua autoria, apesar da referência feita à obra por Aristóteles na Metafísica, a qual hoje é amplamente aceita como prova da autoria platônica. Essas dúvidas, no entanto, originaram-se devido ao conteúdo do próprio diálogo, pois nele Sócrates defende a tese de que quem comete injustiça voluntariamente é melhor do que quem o faz involuntariamente. Essa tese defendida por Sócrates era vista por tais críticos como um indício de que Platão não teria escrito o diálogo, pois ela não estaria de acordo com o paradoxo socrático, doutrina segundo a qual quem conhece o que é justo jamais age injustamente. Devido às dúvidas sobre a sua autoria, o diálogo Hípias Menor, durante muito tempo, foi negligenciado pelos estudiosos. Até o momento, no entanto, o Hípias Menor continua sendo um diálogo pouco estudado, sobretudo, no Brasil.O presente trabalho é basicamente dividido em três partes: um capítulo introdutório mencionando as principais problemáticas que envolvem o diálogo; a tradução do diálogo e, por fim, dois capítulos contendo comentários críticos acerca do diálogo. Para o estudo do texto original, será utilizada a edição de Burnet (Oxford Classical Texts, 1903).

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