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Alternativa terapêutica utilizando o silenciamento de SOCS-1 de células dendríticas para o tratamento de melanoma murino (B16F10)

Processo: 09/07013-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Luiz Rodolpho Raja Gabaglia Travassos
Beneficiário:Jorge Augusto Borin Scutti
Instituição-sede: Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia. Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Interferência de RNA   Células dendríticas   Oncologia experimental

Resumo

O melanoma é um tumor de origem neuroectodérmica resultante da proliferação e transformação maligna dos melanócitos, os quais se originam de precursores da crista neural que então migram para a pele e folículos capilares durante o processo de embriogênese, e se apresentam como células especializadas responsáveis pela produção de melanina. Os melanócitos são encontrados na camada basal da epiderme e nos folículos pilosos onde sua homeostase é regulada pelos queratinócitos da epiderme.O sucesso de uma imunoterapia para o melanoma se confronta com algumas variáveis inerentes ao tumor, tais como mecanismos de evasão, baixa imunogenicidade, liderada pela tolerância a antígenos próprios e mecanismos imunossupressores. Dois desses mecanismos apresentam moléculas efetoras. A primeira é o CTLA-4 (CD152) da superfamilia das imunoglobulinas, expresso em linfócitos T-helper, que transmite um sinal de inibição a células T. A correspondente CD28, é estimulatória e ambos, ligam-se a CD80 e CD86 em células apresentadoras de antígenos. A segunda é SOCS-1, uma proteína intracelular que bloqueia a via de sinalização JAK/STAT culminando no feedback negativo da ativação de fatores de transcrição e da síntese de citocinas.Células dendríticas são caracterizadas pela sua alta capacidade de captura e processamento de antígenos, migração aos órgãos linfóides e a expressão de várias moléculas coestimuladoras específicas para ativação de linfócitos T. Entretanto, a imunoterapia baseada em células dendríticas pulsadas com antígenos tumorais e maturadas ex vivo foi um modelo proposto para melhorar a estimulação da imunidade antitumoral em pacientes com câncer.Pela urgente necessidade de um processo imunoterápico que vise à melhora no tratamento do melanoma, propomos utilizar uma metodologia de silenciamento baseado no RNA de interferência (shRNAi) para SOCS-1 em células dendríticas e avaliar a participação do arsenal de resposta tanto da imunidade inata quanto adaptativa.