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Duplo transplante de microesferas e células-tronco neurais como terapia para Doença de Parkinson

Processo: 09/08806-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência (Início): 01 de junho de 2009
Vigência (Término): 31 de maio de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:Telma Tiemi Schwindt Diniz Gomes
Beneficiário:Telma Tiemi Schwindt Diniz Gomes
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/50540-6 - Duplo transplante de microesferas e células-tronco neurais como terapia para Doença de Parkinson, AP.JP
Assunto(s):Doença de Parkinson   Transplante de células-tronco   Células-tronco neurais   Fator de crescimento insulin-like I   Fator neurotrófico derivado de linhagem de célula glial

Resumo

As células progenitoras neurais (CPN) parecem ser candidatos ideais para o transplante em um gama de doenças, como a Doença de Parkinson (DP). Foi demonstrado que, CPN humanas e murinas, quando submetidas a períodos curtos de privação de FGF2 e EGF, aumentam a expressão de FGF2, IGF1, e ²-tubulina III, e apresentam um aumento significativo na porcentagem de diferenciação neuronal e diminuição de células indiferenciadas (Nestina+). Esses resultados levaram ao questionamento sobre a capacidade de integração e diferenciação de CPN submetidas à privação de fatores tróficos in vivo. O fator de crescimento GDNF foi descrito como agente neuroprotetor em modelos animais para a DP. A administração de IGF1 em modelos animais da DP reduziu significativamente as rotações induzidas por anfetamina nos testes de comportamento, e também protegeu os neurônios dopaminérgicos da substância negra. Implantar simultaneamente microesferas que secretem GDNF e IGF-1 e CPN no encéfalo de ratos submetidos à lesão com 6-OHDA, utilizados como modelos da DP. Até então as microesferas têm sido usadas para substituir minibombas injetoras de fatores de crescimento, além de ser uma boa alternativa para o uso de vetores virais. Neste projeto não temos como objetivo a infusão contínua de GDNF e IGF1, e sim a sua liberação transiente para que as CPN transplantadas possam sobreviver e se diferenciar. Espera-se que o GDNF e o IGF-1 sejam capazes de proteger os neurônios dopaminérgicos remanescentes da morte, bem como estimular a proliferação e diferenciação de novos neurônios. Através da liberação transiente de GDNF e IGF-1 pelo sistema de microesferas, a modificação microambiental do tecido lesado pode ser controlada por tempo suficiente para que as CPN possam se integrar ao tecido lesado e se diferenciar nos tipos celulares desejados. Espera-se obter sucesso quanto à melhora sintomática, bem como regeneração tecidual. (AU)

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