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Perfil clonal e fatores de patogenicidade de Staphylococcus spp. no prognóstico das peritonites em diálise peritoneal

Processo: 09/12052-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2010
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Pasqual Barretti
Beneficiário:Carlos Henrique Camargo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Bacteriologia   Farmacorresistência bacteriana   Fatores de virulência   Diálise peritoneal

Resumo

A peritonite bacteriana é a principal complicação da diálise peritoneal (DP), sendo os Staphylococcus spp. os microrganismos mais frequentes desta complicação. O S. aureus é o agente que apresenta pior evolução no quadro clínico, provavelmente devido à produção de fatores de patogenicidade, como toxinas, hemolisinas e biofilme. Por outro lado, os Estafilococos-coagulase negativa (ECN) apresentam maior tendência para aquisição de resistência à meticilina. A ancestralidade clonal de algumas cepas pode estar associada à maior incidência de fatores de patogenicidade ou de resistência antimicrobiana. Assim, objetivamos estudar a distribuição de clones de S. aureus e ECN isolados de peritonites em pacientes em DP e a determinação dos fatores de resistência e virulência desses clones no prognóstico das peritonites em DP. Para tanto, amostras de Staphylococcus spp. isoladas de peritonites em pacientes em DP atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP serão avaliadas. Todos os isolados serão testados quanto à sensibilidade in vitro aos antimicrobianos e à pesquisa do gene mecA de resistência à oxacilina pela técnica de PCR. Serão determinados fenotipicamente os fatores de virulência para produção de hemolisinas e enzimas. Os clones de S. aureus e ECN serão pesquisados, utilizando-se a técnica de eletroforese em campo pulsado (PFGE). A seguir, os clones serão caracterizados genotipicamente para produção de biofilme, exotoxinas e tipo de cassete cromossômico associado ao gene mecA (SCCmec). Finalmente, associações entre as características microbiológicas do agente causal com a evolução clínica e as complicações dos episódios de peritonite serão estabelecidas.