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Os melhores anos de nossas vidas: narrativas, trajetórias e trajetos de exilados brasileiros, que se tornaram cooperantes na República Popular de Moçambique

Processo: 09/12561-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2010
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:Bela Feldman-Bianco
Beneficiário:Desiree de Lemos Azevedo
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Exílio   Identidade (psicologia)   Identidade cultural   Identidade nacional   Moçambique   Socialismo   Memória coletiva

Resumo

A proposta desta pesquisa é realizar uma etnografia de um grupo de brasileiros exilados pela Ditadura Militar (1964-1985) que se fixou em Moçambique a partir de 1975, a convite do governo deste país, para trabalhar como cooperantes em seu recém-independente Estado nacional. O objetivo mais geral é entender como a identidade de exilados políticos destes brasileiros, assumida na Europa e América, é ressignificada no contexto político e socioeconômico moçambicano, que confere novos sentidos as suas trajetórias individuais e à trajetória do grupo mais geral que reconhecem como sendo sua geração. Tendo como partida este objetivo mais geral e procurando focar os processos através dos quais os sujeitos sociais se relacionam e estabelecem relações de poder, construindo suas identidades sociais, surgem ainda os seguintes objetivos mais específicos: compreender o processo que permite a reformulação identitária destes brasileiros e a reelaboração de suas narrativas sobre o exílio a partir de sua inserção no processo moçambicano; explorar os usos e sentidos atribuídos aos conceitos geração, exilado e cooperante a partir dos quais se identificam; analisar as redes de solidariedade estabelecidas entre aqueles que se identificavam como sendo parte de uma mesma geração e como elas levaram ao desenvolvimento de projetos de solidariedade mútua entre brasileiros e moçambicanos; investigar de que maneira a vivência em Moçambique teria ocultado ou retardado o sentimento de "derrota" vivido por esta geração no exílio, e por fim, observar como estes processos se coadunam na construção de sua identidade nacional. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
AZEVEDO, Desiree de Lemos. Os melhores anos de nossas vidas : narrativas, trajetórias e trajetos de exilados brasileiros, que se tornaram cooperantes na República Popular de Moçambique. 2011. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.

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