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Na urdidura das ruínas: o percurso criativo de Douglas Machado em Um Corpo Subterrâneo

Processo: 09/13253-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Cinema
Pesquisador responsável:Josette Maria Alves de Souza Monzani
Beneficiário:Patrícia Costa Vaz
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Documentário   Processo criativo   Luto

Resumo

Este trabalho propõe o estudo do processo criativo do cineasta piauiense Douglas Machado no documentário Um Corpo Subterrâneo (2007), tomando como base as abordagens propostas por Cecília Salles (1998), que convidam ao entendimento de uma "morfologia da criação" e ao ato de criação como um processo, enquanto esse congrega várias etapas de realização na feitura da obra, com base em materiais do artista que revelam as etapas de idealização e concretização da mesma. Há mais de 20 anos envolvido com audiovisual, Douglas Machado dirigiu o longa-metragem Cipriano (exibido regularmente pelo Canal Brasil), assim como uma série de documentários sobre escritores brasileiros. Douglas Machado assume um novo desafio ao trabalhar em Um Corpo Subterrâneo na "busca da memória audiovisual do homem piauiense", como ele sintetiza este documentário. Sem uma pesquisa prévia dos personagens, Um Corpo Subterrâneo toma forma apenas no momento da filmagem. O diretor vai a cemitérios em diferentes municípios piauienses (Cajueiro da Praia, Piripiri, Teresina, São Raimundo Nonato, Oeiras e Gilbués) para identificar os túmulos mais recentes, encontrar os familiares do falecido e, a partir dos relatos dos parentes e amigos, reconstruir a imagem dessas pessoas. A lembrança dos hábitos, comportamentos e as imagens dos objetos que os rodeavam se constitui no que Ecléa Bosi (1983) chama de "vontade de revivêscência", uma força que solidifica no presente (ou melhor, eterniza) aquele, ou aquilo, que era apenas transitório. Desta forma, a análise se deterá em identificar o processo de criação definidor da construção narrativa escolhida pelo autor, que privilegia a construção do outro através da memória e conta com o acaso como elemento constituidor.