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Geração de células de pluripotência induzida (IPS) humanas utilizando vetores lentivirais e determinação do perfil de integração lentiviral

Processo: 09/13558-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2010
Vigência (Término): 31 de julho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:Elisa Maria de Sousa Russo
Beneficiário:Luiza Cunha Junqueira Reis
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Células-tronco   Pluripotência   Fatores de transcrição

Resumo

Linhagens de células-tronco embrionárias (CTEs) humanas derivadas da massa celular interna de blastocistos são pluripotentes e, além de possuírem um grande potencial terapêutico como fonte de tecidos para transplantes, são uma importante ferramenta para pesquisa básica voltada ao estudo da diferenciação celular e desenvolvimento embrionário humano, entre outros. O efeito terapêutico das CTEs foi demonstrado, em animais, para diferentes doenças. Entretanto, o uso clínico destas células em humanos ainda não foi relatado. Questões, como a imunocompatibilidade entre os tecidos derivados das CTEs e o tecido receptor, ainda precisam ser resolvidas antes que estas possam ser utilizadas em testes clínicos. Recentemente, dois grupos relataram a indução de pluripotência em fibroblastos humanos através da transdução dos mesmos com vetores virais expressando diferentes combinações de fatores de transcrição (FT): Oct-4, Nanog, Lin28 e Sox2; ou Oct-4, c-Myc, Klf4 e Sox2. As chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) têm morfologia característica de CTEs, expressam marcadores de células pluripotentes e são capazes de se diferenciar in vitro e in vivo em células dos três folhetos embrionários. As iPS ainda são inadequadas para uso clínico, porém são uma ferramenta importante de pesquisa básica. Neste projeto, pretendemos reprogramar fibroblastos humanos de linhagens e primários pela adição dos FT relacionados à pluripotência. Tais fatores podem transformar estas células diferenciadas/adultas em pluripotentes com capacidade de expansão in vitro ilimitada. Utilizaremos vetores lentivirais e após a geração das iPS faremos sua caracterização morfológica e funcional, e a caracterização do perfil de integração do lentivírus no genoma humano utilizando a técnica de LM-PCR. A determinação dos sítios de integração lentiviral é essencial para avaliarmos se há influência do local da integração na reprogramação celular. Menos que 1% das células que incorporam os vírus tornam-se iPS. Uma explicação possível é que as iPS se originariam de células progenitores ou células tronco do tecido que co-existem com os fibroblastos em cultura. Outra possibilidade é que além da adição dos fatores de transcrição outros fatores são também necessários de serem ativados pela inserção lentiviral. Candidatos a tais fatores incluem polycomb proteínas, que tem papel crítico na manutenção da pluripotência e fatores que atuam no remodelamento da cromatina como ISWI e Brg1. A identificação destes fatores pode proporcionar que a produção de iPS seja mais eficiente.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
REIS, Luiza Cunha Junqueira. Geração de células de pluripotência induzida (iPS) humanas utilizando vetores lentivirais e determinação do perfil de integração lentiviral. 2012. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto Ribeirão Preto.

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