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Vacinas pneumocócicas protéicas, avaliação da resposta imune sob diferentes apresentações

Processo: 09/17030-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de março de 2010
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Luciana Cezar de Cerqueira Leite
Beneficiário:Cibelly Goulart
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/05207-4 - Vacina conjugada anti-pneumocócica: estudos sobre a viabilidade de uma vacina polissacarídeo capsular - PSPA, AP.TEM
Assunto(s):Desenvolvimento de vacinas   Vacinas pneumocócicas   Resposta imune   Streptococcus pneumoniae

Resumo

Streptococcus pneumoniae representa um grave problema de saúde pública mundial, causando mais de 4 milhões de mortes anuais, a maior parte delas nos países em desenvolvimento. As vacinas disponíveis são baseadas nos polissacarídeos capsulares, e apresentam elevado custo e/ou reduzida cobertura, sendo necessária a pesquisa de abordagens vacinais alternativas. O uso de proteínas conservadas do pneumococo tem se mostrado promissor em diversos modelos animais, tendo algumas das proteínas sido submetidas a ensaio clínico de fase 1, com sucesso. Entre as proteínas pneumocócicas mais estudadas como candidatos a uma vacina contra S. pneumoniae, encontram-se a PspA e pneumolisina. PspA é um fator de virulência exposto na superfície da bactéria, presente em todos os isolados de S. pneumoniae, capaz de proteger camundongos contra o desafio invasivo com pneumococos virulentos. A porção N-terminal de PspA apresenta variabilidade sorológica, sendo que os clados 1 a 4 são prevalentes em todo o mundo. Existe, porém, um grau variável de reatividade cruzada intra e entre clados, que influencia no tamanho e tipo de PspA a ser usada como vacina. Pneumolisina (Ply) é uma proteína conservada que apresenta propriedade inflamatória, além de interagir com TLR-4, estando envolvida diretamente na resposta imune inata desencadeada pelo pneumococo. Uma vez que a habilidade de ativar a imunidade inata é característica de moléculas com propriedades adjuvantes, postulamos que Ply e/ou PdT (sua forma mutada e átoxica) pode ter um efeito adjuvante quando utilizada em conjunto com PspA, promovendo uma resposta imune forte contra ambas proteínas. Este projeto tem como objetivo avaliar, dentro de um painel de isolados brasileiros, uma molécula de PspA família 1 que induza maior reatividade/proteção cruzada nesta família. Com o objetivo de aumentar a imunogenicidade da vacina, sugerimos fusionar PspA à Ply detoxificada, cujas funções adjuvantes poderiam potencializar as propriedades antigênicas daquela proteína. Pretendemos ainda avaliar o potencial dessas proteínas como carreadoras para PS, bem como o efeito da conjugação PS-PspA/ PS-PspA-PdT sobre a resposta imune induzida contra elas. Acreditamos que a combinação de diferentes antígenos pneumocócicos com potencial protetor seja uma estratégia vacinal promissora, capaz de promover uma imunidade potente, com ampla proteção contra os diversos sorotipos de pneumococo, além de ser uma estratégia econômica, pois reduz o número de antígenos incluídos nas formulações atuais. (AU)