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Redes tróficas do Pleistoceno: estrutura e fragilidade

Processo: 09/54567-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2010
Vigência (Término): 31 de março de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Teórica
Pesquisador responsável:Paulo Roberto Guimarães Junior
Beneficiário:Mathias Mistretta Pires
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Mamíferos   Redes complexas   Estabilidade

Resumo

O conjunto de espécies e suas interações em uma localidade formam uma rede cuja estrutura permite inferir sobre os processos que organizam comunidades e as conseqüências de perturbações para a diversidade de espécies. Compreender a relação entre a estabilidade e as propriedades estruturais de redes ecológicas pode ser a chave para explicar a persistência das espécies atuais, bem como entender os mecanismos que levaram às grandes extinções do passado. Uma das últimas grandes extinções ocorreu no final do Pleistoceno quando a megafauna de mamíferos foi praticamente dizimada em todos os continentes com exceção da África. Atualmente, hipóteses que sugerem uma combinação entre a influência humana e mudanças climáticas para explicar o evento são as mais aceitas, entretanto, uma hipótese ainda pouco explorada é a de que as comunidades do Pleistoceno poderiam ter colapsado devido às suas propriedades estruturais. Nesse contexto, o objetivo deste estudo é investigar a estrutura e estabilidade de redes de interações entre grandes mamíferos do Pleistoceno nas Américas reconstruídas com base nas interações tróficas entre a mastofauna africana atual e com o auxílio de modelos matemáticos. Para tanto serão usadas bases de dados disponíveis na literatura para gerar redes de interações entre espécies da mastofauna africana e testar a eficácia de diferentes modelos matemáticos em reproduzir sua estrutura. Em seguida as redes pleistocênicas serão reconstruídas usando o modelo que melhor reproduziu essas redes atuais. Serão avaliadas então diferentes propriedades estruturais relacionadas ao grau de estabilidade de redes e também os efeitos de extinções usando simulações numéricas. Por fim, será avaliado usando simulações o efeito do homem sobre a estrutura e estabilidade das redes pleistocênicas. (AU)

Publicações científicas (10)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PIRES, MATHIAS M.; GUIMARAES, JR., PAULO R.; GALETTI, MAURO; JORDANO, PEDRO. Pleistocene megafaunal extinctions and the functional loss of long-distance seed-dispersal services. ECOGRAPHY, v. 41, n. 1, p. 153-163, JAN 2018. Citações Web of Science: 8.
SEBASTIAN-GONZALEZ, ESTHER; PIRES, MATHIAS M.; DONATTI, CAMILA I.; GUIMARAES, JR., PAULO R.; DIRZO, RODOLFO. Species traits and interaction rules shape a species-rich seed-dispersal interaction network. ECOLOGY AND EVOLUTION, v. 7, n. 12, p. 4496-4506, JUN 2017. Citações Web of Science: 2.
PIRES, MATHIAS M.; MARQUITTI, FLAVIA M. D.; GUIMARAES, JR., PAULO R. The friendship paradox in species-rich ecological networks: Implications for conservation and monitoring. Biological Conservation, v. 209, p. 245-252, MAY 2017. Citações Web of Science: 1.
BONALDO, ROBERTA M.; PIRES, MATHIAS M.; GUIMARAES JUNIOR, PAULO ROBERTO; HOEY, ANDREW S.; HAY, MARK E. Small Marine Protected Areas in Fiji Provide Refuge for Reef Fish Assemblages, Feeding Groups, and Corals. PLoS One, v. 12, n. 1 JAN 25 2017. Citações Web of Science: 13.
LEMOS-COSTA, PAULA; PIRES, MATHIAS M.; ARAUJO, MARCIO S.; DE AGUIAR, MARCUS A. M.; GUIMARAES, JR., PAULO R. Network analyses support the role of prey preferences in shaping resource use patterns within five animal populations. OIKOS, v. 125, n. 4, p. 492-501, APR 2016. Citações Web of Science: 4.
PIRES, MATHIAS M.; CANTOR, MAURICIO; GUIMARAES, PAULO R.; DE AGUIAR, MARCUS A. M.; DOS REIS, SERGIO F.; COLTRI, PATRICIA P. The network organization of protein interactions in the spliceosome is reproduced by the simple rules of food-web models. SCIENTIFIC REPORTS, v. 5, OCT 7 2015. Citações Web of Science: 4.
PIRES, MATHIAS M.; KOCH, PAUL L.; FARINA, RICHARD A.; DE AGUIART, MARCUS A. M.; DOS REIS, SERGIO F.; GUIMARAES, JR., PAULO R. Pleistocene megafaunal interaction networks became more vulnerable after human arrival. PROCEEDINGS OF THE ROYAL SOCIETY B-BIOLOGICAL SCIENCES, v. 282, n. 1814, p. 64-72, SEP 7 2015. Citações Web of Science: 9.
PIRES, MATHIAS M.; GALETTI, MAURO; DONATTI, CAMILA I.; PIZO, MARCO A.; DIRZO, RODOLFO; GUIMARAES, JR., PAULO R. Reconstructing past ecological networks: the reconfiguration of seed-dispersal interactions after megafaunal extinction. Oecologia, v. 175, n. 4, p. 1247-1256, AUG 2014. Citações Web of Science: 31.
DARCIE MARQUITTI, FLAVIA MARIA; GUIMARAES, JR., PAULO ROBERTO; PIRES, MATHIAS MISTRETTA; BITTENCOURT, LUIZ FERNANDO. MODULAR: software for the autonomous computation of modularity in large network sets. ECOGRAPHY, v. 37, n. 3, p. 221-224, MAR 2014. Citações Web of Science: 78.
PIRES, MATHIAS M.; PRADO, PAULO I.; GUIMARAES, JR., PAULO R. Do Food Web Models Reproduce the Structure of Mutualistic Networks?. PLoS One, v. 6, n. 11, p. e27280, 2011. Citações Web of Science: 16.
Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
MATHIAS MISTRETTA PIRES. Redes tróficas do Pleistoceno: estrutura e fragilidade. 2014. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Biociências São Paulo.

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