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Juventude marcada: relação entre a escola pública e o ato infracional em São Carlos (SP)

Processo: 09/18398-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2010
Vigência (Término): 31 de outubro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Fundamentos da Educação
Pesquisador responsável:Roseli Esquerdo Lopes
Beneficiário:Patrícia Leme de Oliveira Borba
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Escola pública   Jovens   Adolescência   Sociologia educacional

Resumo

A presente pesquisa, a partir de uma perspectiva sócio-histórica, debruça-se sobre a temática dos jovens populares urbanos autores de ato infracional e a escola pública, na cidade de São Carlos, interior de São Paulo. Seu objetivo geral é investigar as relações entre a condição juvenil inscrita na pobreza e suas trajetórias na escola pública perpassadas por intervenções de instituições reconhecidas como de proteção, segundo o Estatuto da Criança e Adolescente, uma vez deflagrado o ato infracional; no caso em estudo, o Núcleo de Atendimento Integrado (NAI). Para tanto, pretende-se, numa vertente qualitativa, trabalhar com o acompanhamento e a reconstituição das trajetórias de vida e de percurso escolar de jovens que cometeram o ato infrancional, bem como realizar um levantamento que possa oferecer a dimensão quantitativa da relação dos jovens egressos do Sistema NAI e sua relação com a escola, na cidade de São Carlos. Buscando-se uma compreensão em que as histórias de vida qualifiquem os dados estatísticos, priorizando a visão dos jovens sobre esse processo. A intenção é a de que esses dados, somados aos documentos formais e informais, sejam articulados ao estudo teórico das temáticas desta pesquisa, a priori: juventude, desigualdade social, ato infracional, criminalidade, maioridade penal e escola pública, de maneira a poder oferecer referências para estratégias de enfrentamento às vulnerabilidades que cercam o cotidiano de adolescentes e jovens de grupos populares urbanos e, também, para a construção de uma escola pública de qualidade, democrática e participativa, e de um sistema de proteção que, de fato, se dê na direção da garantia dos direitos de adolescentes e jovens brasileiros.