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A semântica dos signos na arte rupestre: estruturas da cognição

Processo: 10/00116-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Pré-histórica
Pesquisador responsável:Levy Figuti
Beneficiário:Carolina Machado Guedes
Instituição-sede: Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Cognição   Pré-história   Arte rupestre   Símbolo

Resumo

A criação e expressão através dos grafismos rupestres é testemunho sui generis da enorme capacidade da inteligência humana. Elas apontam para a singularidade do homem, um agente cultural que permanece sempre ligado a dois polos, razão e emoção, duas qualidades inerentes ao homem que fornecem a matéria-prima para criações ilimitadas. Compreendemos os registros rupestres como a exteriorização do pensamento, numa abstração imagética, uma linguagem racional e intencional perpetuada em símbolos e signos. Frisamos desde já que apenas a expressão articulada desses pensamentos, ou seja, a linguagem foi perpetuada, e não seus significados, salvo em correspondências etnográficas. Desde há muito o homem anatomicamente moderno deixou claro uma enorme necessidade de se expressar, falar de seu mundo e se perguntar sobre ele, seja por meio de palavras faladas ou escritas, por meio de estudos, filosóficos, históricos, por meio da arquitetura, da literatura, da arte. Essa variedade de criações aponta para a incrível capacidade de abstração e para a quantidade interminável de construções mentais que podemos fazer. A arte rupestre também está investida nessa visão de concretização de um imaginário, ela testemunha as atividades mentais, formando sistemas de representações que demonstram uma história da evolução do cérebro humano. Nessa concepção, os grafismos rupestres são acima de tudo abstrações simbólicas do pensamento dos diversos grupos pré-históricos que habitaram o Brasil e o mundo. A invenção pelos homo sapiens de representações gráficas na "arte parietal e de iconografia figurativa", são datadas de 30.000 a 25.000 anos. O presente projeto de doutorado propõe o estudo e a análise dos registros geométricos rupestres, (signos, símbolos e sinais) visando as estruturas semânticas dos dispositivos rupestres tendo como pano de fundo as estruturas da inteligência humana, ou seja, os processos de cognição. (AU)

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