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Determinação dos efeitos do tratamento de ratos com lps na produção de espécies reativas de oxigênio e sistemas antioxidantes em plaquetas: papel destes sistemas na modulação da reatividade plaquetária

Processo: 10/01627-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2010
Vigência (Término): 31 de julho de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Edson Antunes
Beneficiário:Maria Elisa Lopes Pires
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Plaquetas sanguíneas   Farmacologia   NADPH oxidase

Resumo

A sepse severa é responsável por inúmeros casos admitidos em hospitais, sendo que muitos deles evoluem a óbito, e é desencadeada, principalmente, por bactérias gram-negativas e gram-positivas. As bactérias gram-negativas desencadeiam a maior parte de seus efeitos através do lipopolissacáride (LPS). O LPS pode ativar muitos tipos de células levando a ativação do fator nuclear kB (NF-kB) que aumenta a expressão de genes específicos que codificam proteínas relacionadas à resposta inflamatória como citocinas, proteínas de adesão e enzimas como a cicloxigenase 2 (COX-2) e a óxido nítrico sintase induzível (iNOS). Durante a sepse ocorre também a geração de grandes quantidades de espécies reativas de oxigênio (EROs) como ânion superóxido (O2-) peróxido de hidrogênio (H2O2) e o radical hidroxila (.OH) e de espécies reativas de nitrogênio (ERNs) como o óxido nítrico (NO) e o peroxinitrito (ONOO-) oriundo da reação entre NO e O2- . Evidências indicam a participação de EROs e ERNs na patogênese da sepse levando a disfunção múltipla de órgãos. Outro evento que ocorre na fase inicial da endotoxemia é a diminuição significativa do número de leucócitos e plaquetas do sangue periférico. Em humanos, há uma correlação positiva entre o número e o estado de ativação das plaquetas com a severidade da sepse. Alguns trabalhos já foram realizados descrevendo os efeitos do LPS em plaquetas, entretanto, os resultados são ainda bastante controversos. A ativação plaquetária leva a ativação de uma série de vias de sinalização incluindo as envolvendo a Src quinase e fosfatidilinositol 3-quinase (PI3K), que contribeum para a firme adesão e estabilização do agregado plaquetário. Trabalhos mostram que estas enzimas podem modular a formação de EROs em diferentes células e também são responsáveis por mediar alguns efeitos do LPS. Entretanto, nenhum trabalho foi publicado até o momento sobre o efeito do LPS na sinalização intracelular via Src e PI3K em plaquetas. Portanto, propomos no presente trabalho, investigar as fontes geradoras de EROs e sistemas antioxidantes em plaquetas de ratos tratados com LPS. Além disso, pretendemos estudar o papel modulatório da Src e PI3K sobre a produção de EROs nas plaquetas destes animais.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
PIRES, Maria Elisa Lopes. Estudo das vias de sinalização envolvidas na ativação da NADPH oxidase e na inibição da agregação plaquetária na sepse experimental. 2013. Tese de Doutorado - Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas.

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