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Filtros ambientais e estrutura filogenética em Cerrado e Floresta Estacional semidecídua (Parque Nacional das Emas, GO)

Processo: 10/01835-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2010
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Teórica
Pesquisador responsável:Marco Antônio Portugal Luttembarck Batalha
Beneficiário:Vinicius de Lima Dantas
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Solos   Fogo   Savana   Cerrado

Resumo

As relações filogenéticas entre as espécies em uma determinada comunidade, e seus atributos funcionais, têm sido utilizadas para inferir os processos ecológicos que organizam a comunidade. Tanto a frequência de fogo quanto o tipo de solo podem determinar a ocorrência de cerrado, em suas diferentes fisionomias, e a sua eventual substituição por florestas estacionais. Nesse caso, a frequência de fogo e o tipo de solo podem atuar como filtros ambientais, agindo como atratores fenotípicos e, caso os traços funcionais sejam conservados nas linhagens, também como atratores filogenéticos. Se pretendemos entender como esses dois fatores, fogo e solo, influenciam a organização de comunidades vegetais, devemos estudar tanto comunidades em que eles devem agir como filtros ambientais, tais como as de cerrado, quanto comunidades em que a força ecológica dominante deve ser a exclusão competitiva e não os filtros ambientais, tais como as de floresta estacional semidecídua. Nossas expectativas são de que: (1) os traços sejam conservados em ambos os tipos vegetacionais, (2) haja atração filogenética no cerrado, indicando filtros ambientais como a força ecológica dominante, (3) haja repulsão filogenética na floresta estacional semidecídua, indicando a exclusão competitiva como a força ecológica dominante e (4) haja diferença entre cerrado e floresta estacional semidecídua nos valores de alguns traços funcionais, indicando estratégias ecológicas distintas. Para testá-las, lançaremos, no Parque Nacional das Emas, 20 parcelas em floresta estacional semidecídua, em que amostraremos o componente arbustivo-arbóreo e mediremos os valores de alguns traços funcionais: altura, tortuosidade, área basal, espessura da casca, densidade específica dos ramos, dureza foliar, tamanho foliar, área foliar específica, conteúdos de nitrogênio, fósforo e potássio nas folhas, principal polinizador e modo de dispersão. Em cada parcela, coletaremos amostras de solo e analisaremos o histórico de queimadas. Compararemos as 20 parcelas lançadas em floresta estacional semidecídua com outras 100 já lançadas em cerrado, em que usamos o mesmo método. Usaremos as espécies encontradas nas 120 parcelas para compor o banco de espécies. Usaremos árvores filogenéticas publicadas recentemente para testar se os traços são conservados ou convergentes por meio da comparação dos desvios-padrões das médias dos traços com uma hipótese nula gerada por aleatorizações. Calcularemos as diversidades filogenéticas do cerrado e da floresta estacional semidecídua e compararemos os valores obtidos com modelos-nulos gerados por aleatorizações. Valores menores do que o valor crítico inferior da distribuição aleatória indicarão agregação filogenética, enquanto que valores maiores do que o valor crítico superior da distribuição aleatória indicarão dispersão filogenética. Se os traços forem conservados nas linhagens, a agregação filogenética indicará filtros ambientais como a força ecológica dominante e a dispersão filogenética indicará a exclusão competitiva como tal força. Testaremos ainda se há diferenças nos traços entre os tipos vegetacionais e quais variáveis ambientais eles estão relacionados. (AU)

Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
LI, YUANZHI; SHIPLEY, BILL; PRICE, JODI N.; DANTAS, VINICIUS DE L.; TAMME, RIIN; WESTOBY, MARK; SIEFERT, ANDREW; SCHAMP, BRANDON S.; SPASOJEVIC, MARKO J.; JUNG, VINCENT; LAUGHLIN, DANIEL C.; RICHARDSON, SARAH J.; LE BAGOUSSE-PINGUET, YOANN; SCHOB, CHRISTIAN; GAZOL, ANTONIO; PRENTICE, HONOR C.; GROSS, NICOLAS; OVERTON, JAKE; CIANCIARUSO, MARCUS V.; LOUAULT, FREDERIQUE; KAMIYAMA, CHIHO; NAKASHIZUKA, TOHRU; HIKOSAKA, KOUKI; SASAKI, TAKEHIRO; KATABUCHI, MASATOSHI; DUSSAULT, CEDRIC FRENETTE; GAUCHERAND, STEPHANIE; CHEN, NING; VANDEWALLE, MARIE; BATALHA, MARCO ANTONIO. Habitat filtering determines the functional niche occupancy of plant communities worldwide. JOURNAL OF ECOLOGY, v. 106, n. 3, p. 1001-1009, MAY 2018. Citações Web of Science: 10.
DANTAS, VINICIUS DE L.; BATALHA, MARCO A.; FRANCA, HELENA; PAUSAS, JULI G. Resource availability shapes fire-filtered savannas. Journal of Vegetation Science, v. 26, n. 2, p. 395-403, MAR 2015. Citações Web of Science: 7.
DANTAS, VINICIUS DE L.; BATALHA, MARCO A.; PAUSAS, JULI G. Fire drives functional thresholds on the savanna-forest transition. ECOLOGY, v. 94, n. 11, p. 2454-2463, NOV 2013. Citações Web of Science: 79.
DANTAS, VINICIUS DE L.; PAUSAS, JULI G. The lanky and the corky: fire-escape strategies in savanna woody species. JOURNAL OF ECOLOGY, v. 101, n. 5, p. 1265-1272, SEP 2013. Citações Web of Science: 49.

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