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Avaliação de uma potencial correlação entre capacidade de invasão de células intestinais cultivadas in vitro, subtipos de intimina e expressão da proteína efetora EspT em Escherichia coli enteropatogênica (EPEC) atípica

Processo: 10/03108-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2010
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Tânia Aparecida Tardelli Gomes do Amaral
Beneficiário:Veronica Carvalho Rezende Pacheco
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Bacteriologia   Escherichia coli enteropatogênica atípica   Invasão   Diarreia   Virulência

Resumo

Escherichia coli enteropatogênica (EPEC) é constituída por dois subgrupos: EPEC típica (tEPEC) e EPEC atípica (aEPEC), sendo essa classificação baseada na ocorrência do plasmídeo EAF (EPEC adherence factor) nas tEPEC e sua ausência nas aEPEC. Por várias décadas, as tEPECs constituíram o principal agente de diarréia infantil em nosso meio, mas sua frequência vem diminuindo enquanto as aEPECs têm sido encontradas em diferentes regiões geográficas, em ampla faixa etária. tEPEC e aEPEC compartilham a capacidade de produzir lesão attaching-effacing (A/E) em células eucarióticas. Esta lesão depende da expressão de diversos genes contidos no locus of enterocyte effacement, que codifica a formação de um sistema de secreção tipo 3 (SST3), uma proteína de membrana externa adesiva (Intimina) e seu receptor translocado Tir, bem como várias proteínas efetoras. Alguns genes cromossômicos localizados fora da região LEE codificam efetores, denominados não-LEE, que utilizam o SST3 para alcançar diferentes alvos no interior de células hospedeiras. Um desses efetores, EspT, ativa as GTPases de mamíferos Rac1 e Cdc42, resultando na formação de ruffles de membrana e lamelipódios em células não intestinais cultivadas in vitro, o que leva a uma invasão da célula afetada. Recentemente, verificamos que algumas amostras de aEPEC portadoras de subtipos de intimina recém descritos invadem células HeLa e células intestinais T84 em frequências variadas, mas significantemente maiores que a de uma amostra de tEPEC protótipo. Observamos ainda que, em uma dessas amostras, o processo de invasão era dependente da interação Intimina subtipo omicron e seu receptor,Tir. Neste estudo, pretendemos avaliar e comparar a eficiência da capacidade de invadir células intestinais cultivadas in vitro de amostras de aEPEC portadoras de subtipos de intimina mais comumente encontrados nesse patotipo e verificar a participação do efetor EspT no processo de invasão de amostras selecionadas.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PACHECO, VERONICA C. R.; YAMAMOTO, DENISE; ABE, CECILIA M.; HERNANDES, RODRIGO T.; MORA, AZUCENA; BLANCO, JORGE; GOMES, TANIA A. T. Invasion of differentiated intestinal Caco-2 cells is a sporadic property among atypical enteropathogenic Escherichia coli strains carrying common intimin subtypes. PATHOGENS AND DISEASE, v. 70, n. 2, p. 167-175, MAR 2014. Citações Web of Science: 8.

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