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Avaliação da expressão de interleucina 17 no transplante renal

Processo: 10/04698-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2010
Vigência (Término): 31 de julho de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Alvaro Pacheco e Silva Filho
Beneficiário:Luciana Mello de Mello Barros Pires
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Nefrologia   Rejeição   Transplante de rim

Resumo

A nefropatia crônica é a principal causa de perda do enxerto renal, e dentre os fatores de risco mais importantes para seu desenvolvimento destaca-se a rejeição aguda. A rejeição a tecidos e órgãos envolve uma interação entre mecanismos de tolerância ao enxerto, e fatores promotores de rejeição. Enquanto fatores imunológicos são importantes para ambos, o processo de rejeição é muito mais um processo inflamatório consequente a produção de várias citoquinas próinflamatórias, por linfócitos infiltrados e células residentes. Estudos em modelo de rejeição de transplante renal em camundongos foram capazes de identificar uma elevação na expressão de interleucina-17 mRNA no enxerto e da proteína interleucina-17(IL-17) em células mononucleares infiltradas, tão cedo como no segundo dia pós-transplante. As ações biológicas da interleucina-17 são caracteristicamente pró-inflamatórias. Ela aumenta a produção local de quimioquinas como a IL-8, IL-6, monocyte chemoattractant protein-1 (MCP-1) e Gro±, assim promovendo o recrutamento de monócitos e neutrófilos. A IL-17 também estimula citoquinas hematopoiética G-CSF e de granulócitos macrófagos (GM-CSF) que promovem a expansão clonal das linhagens mielóides. A expressão de IL-17 já foi analisada em estudos anteriores, por meio de Real Time PCR (RTPCR) e imunohistoquímica, sugerindo que a expressão de IL-17 está relacionada à rejeição aguda de transplante renal. Estudos experimentais que demonstraram a presença de citoquinas Th1 e Th2 em rejeição celular aguda, não foram bem sucedidos em demonstrar a correlação entre o nível de expressão das citoquinas e a severidade da rejeição. Em um estudo, realizado em modelo de rejeição em camundongos, demonstrou-se uma correlação entre o nível de expressão de interleucina-17 e o grau de rejeição.O objetivo primário deste estudo é relacionar a expressão de IL-17 com os diferentes tipos de rejeição aguda do enxerto Renal. Como objetivo secundário a expressão de Interleucina 6 e 8 será utilizada para avaliar atividade da IL -17. A infiltração linfocitária será avaliada através de CD20 e a avaliação da cascata de complemento através de C3. Será realizado estudo retrospectivo com material de biopsia de pacientes que foram submetidos a transplante renal. Serão avaliados materiais estocados de 140 biopsias já realizadas tendo sido indicadas pelo médico assistente, no período entre Janeiro de 2007 a Junho de 2009. Esse material será dividido em grupos de acordo com os critérios de Banff. Por este estudo esperamos ter um melhor entendimento do papel da Interleucina17 e outros mediadores inflamatórios como resposta a produção desta interleucina durante a rejeição aguda do enxerto renal, podendo futuramente representar um novo alvo de antagonização.