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Óleos essenciais na alimentação de ruminantes

Processo: 10/06082-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência (Início): 01 de abril de 2010
Vigência (Término): 31 de março de 2013
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal
Pesquisador responsável:Flávio Garcia Vilela
Beneficiário:Flávio Garcia Vilela
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/11489-5 - Óleos essenciais na alimentação de ruminantes, AP.JP
Assunto(s):Produção animal   Ruminantes   Óleos essenciais   Fermentação ruminal   Metano

Resumo

Microrganismos ruminais degradam nutrientes para produzir ácidos graxos voláteis e sintetizar proteína microbiana. Contudo, este processo fermentativo tem ineficiência de energia (perda de metano) e de proteína (perda de nitrogênio amoniacal) que pode limitar a performance produtiva e contribuir para a liberação de poluentes no ambiente. Antibióticos ionóforos tem tido muito sucesso na redução dessa perda de energia e proteína no rúmen, porém seu uso na alimentação animal é revestido de reduzida aceitação social sendo que foi banido na União Européia desde Janeiro de 2006. Por esta razão, cientistas têm demonstrado interesse na avaliação de outras alternativas para controle específico de populações microbianas a fim de modular a fermentação ruminal. Óleos essenciais podem interagir com a membrana celular microbiana e inibir o desenvolvimento de algumas bactérias gram-positivas e gram-negativas. Como resultado de tal inibição, a adição de alguns extratos de planta no rúmen resulta na inibição da deaminação e da metanogênese, resultando em níveis mais baixos de nitrogênio amoniacal, metano e acetato e mais alta concentração de propionato e butirato. Resultados têm indicado que o óleo essencial de alho, o eugenol (principal componente ativo do cravo), a capsaicina (componente ativo da pimenta), e o óleo essencial de erva-doce, entre outros, podem aumentar a produção de propionato, reduzir a produção de metano e modificar a proteólise ou a deaminação ruminal. O objetivo do projeto será avaliar o efeito da adição doze tipos de óleos essenciais sendo oito de origem não brasileira (Tomilho, Gengibre, Pimenta, Alecrim, Cravo, Tea Tree, Erva-doce e Orégano) e quatro de origem brasileira (Laranja Doce, Limão Siciliano, Tangerina e Mandarina) na dieta de ruminantes através do estudo in vitro e in vivo. (AU)