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Redistribuição postmortem de antidepressivos e seus produtos de biotransformação em tecidos biológicos humanos

Processo: 10/06530-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2010
Vigência (Término): 30 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:Mauricio Yonamine
Beneficiário:Marcelo Filonzi dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Espectrometria de massas   Antidepressivos   Métodos analíticos de preparação de amostras   Toxicologia forense

Resumo

A concentração de agentes tóxicos encontrada em amostras postmortem é complexa e afetada não só pela condição de deterioração do corpo, mas também por um processo conhecido como redistribuição postmortem, em que substâncias são transferidas, após a morte, de áreas de alta concentração para áreas de baixa concentração. Em geral, concentrações mais elevadas são encontradas no sangue situado nos sítios centrais (como o sangue coletado da cavidade cardíaca) em comparação aos níveis verificados nos vasos periféricos (como a veia femoral). Em outros casos, o tempo entre a morte e o exame postmortem é suficiente para que algumas substâncias que normalmente estariam presentes no sangue não estejam mais disponíveis neste fluido biológico. Exemplos incluem corpos exumados, casos de suicídio em que se levaram dias para encontrar o corpo e cadáveres já em processo de decomposição. Assim, quando amostras sanguíneas não estão disponíveis para coleta, os médicos legistas têm poucas alternativas além de coletar amostras de tecidos não convencionais, para análise toxicológica. Nesses casos, para interpretação dos resultados das análises, é fundamental que existam na literatura científica informações a respeito. Infelizmente, tais informações ainda são escassas e há necessidade de mais estudos sobre esse assunto. Desta forma, no presente projeto, será estudada a redistribuição postmortem de antidepressivos e seus produtos de biotransformação através da análise de espécimes biológicos (sangue, humor vítreo, encéfalo, fígado e medula óssea) coletados de vítimas atendidas pelo Instituto Médico Legal de São Paulo (IML-SP). Em caso de suspeita de morte devido ao uso de antidepressivos, a triagem será realizada neste serviço com o uso do teste rápido denominado Triage®8 e somente nos casos positivos neste exame prévio, haverá coleta dos espécimes biológicos citados acima. Métodos analíticos serão desenvolvidos visando a detecção dessas substâncias nas diversas amostras citadas. Inicialmente, técnicas mais recentes de preparação de amostras como a extração acelerada por solvente (ASE) e a microextração em fase líquida (LPME) serão levadas em consideração. Os analitos serão identificados por cromatografia em fase-gasosa acoplada à espectrometria de massas (GC-MS). Os resultados serão avaliados quanto às concentrações encontradas, histórico da vítima e tempo decorrido entre a morte e autópsia (coleta de amostras).

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DOS SANTOS, MARCELO FILONZI; YAMADA, ADRIAN; SEULIN, SASKIA CAROLINA; LEYTON, VILMA; GONCALVES PASQUALUCCI, CARLOS AUGUSTO; MUNOZ, DANIEL ROMERO; YONAMINE, MAURICIO. Liquid-Phase Microextraction and Gas Chromatographic-Mass Spectrometric Analysis of Antidepressants in Vitreous Humor: Study of Matrix Effect of Human and Bovine Vitreous and Saline Solution. JOURNAL OF ANALYTICAL TOXICOLOGY, v. 40, n. 3, p. 187-193, APR 2016. Citações Web of Science: 3.
DOS SANTOS, MARCELO FILONZI; FERRI, CAIO CALEIRAS; SEULIN, SASKIA CAROLINA; LEYTON, VILMA; GONCALVES PASQUALUCCI, CARLOS AUGUSTO; MUNOZ, DANIEL ROMERO; YONAMINE, MAURICIO. Determination of antidepressants in whole blood using hollow-fiber liquid-phase microextraction and gas chromatography-mass spectrometry. Forensic Toxicology, v. 32, n. 2, p. 214-224, AUG 2014. Citações Web of Science: 14.

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